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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dicas para popular o aquário

Ultimamente tenho percebido um crescente número de novos aquaristas relatando problemas em seus aquários como mortes e/ou doenças, algas em excesso, amônia alta, etc. Após descrição detalhada do aquário percebemos que a maior causa é a população em excesso, ou seja, peixes demais ou grandes para aquário pequeno, mistura de peixes com necessidades diferentes e por aí vai...


Precisamos entender que um aquário é diferente de rios ou lagos onde há um grande volume de água circulando. Trata-se apenas de uma “caixa” de vidro com pequeno volume de água e que n

ecessita de permanente vigilância através de testes específicos e observação, alimentação controlada e adequada à espécie e população moderada.
Por esse motivo deve-se dar especial atenção ao sistema de filtragem para reduzir o risco de acúmulo de matéria orgânica e propiciar uma boa circulação facilitando as trocas gasosas e oxigenação do meio. Pois mesmo respeitando a quantidade máxima exigida pelas espécies em cada aquário, o

sistema pode entrar em colapso ocasionando os problemas citados acima.



  • A pergunta que não quer calar: Que peixes eu coloco?

Antes de sair por aí comprando todos os peixinhos que acha bonitinho pesquise um pouco. Há diversos sites e fóruns com informações sobre espécies e dicas importantes. Se não encontrar respostas satisfatórias, pergunte! A primeira coisa a fazer é escolher o tamanho do aquário que melhor se en

caixa no seu orçamento. Mas tenha em mente que tanques maiores são mais estáveis, pois os parâmetros da água se tornarão menos propensos a grandes variações em volumes maiores.

Escolhido e montado o aquário é hora de habitá-lo. Existem muitas regras e mitos sobre isso, porém é melhor seguir uma linha de pensamento do que fazer por experimento e isso muita gente sabe que não dá certo (uma das grandes causas de desistência do aquarismo se deve ao fator decepção –

morrem peixes, o sistema se torna incontrolável – e os mais afoitos optam por desmontar tudo).

  • Mas e daí?


Pelo que tenho observado, a grande maioria de novos aquaristas tende a optar por aquários com volumes entre 40~70 litros. Com esse volume é possível ter peixes saudáveis e por um longo período. Mas para isso precisa escolher espécies compatíveis ao tamanho do aquário.
Geralmente se recomenda peixes pequenos – isso é evidente. Um cálculo muito empregado é a regrinha de 1 cm de peixe (adulto) para cada litro de água.
Para peixes maiores o cálculo é diferenciado e tanto pode ser necessário um aquário de 100 litros para apenas um exemplar, como um de 500 litros para outro.
Dá certo?
Sim, pode ser uma boa maneira de começar. Mas isso não quer dizer que não se pode colocar um ou dois peixes além do estipulado. A população máxima varia de aquário para aquário apesar de mesmo volume.

Entre os fatores que propiciam burlar as recomendações estão:

  • Trocas parciais de água regulares e retirada de detritos (restos de ração, excrementos, folhas mortas de plantas);
  • Plantas naturais e saudáveis;
  • Filtragem bem dimensionada (vazão de acordo com o tamanho do aquário, limpeza periódica, troca de refis, filtragem biológica e mecânica)

Em contrapartida, fatores que reduzem as chances são:

  • Trocas de água e sifonagem pouco freqüentes;
  • Sem plantas naturais ou não saudáveis;
  • Filtragem deficiente e péssima manutenção do filtro.
  • Sobre o FBF – filtro biológico de fundo, aquele das placas pretas! – Ele pode até funcionar, só faz filtragem biológica, mas em um sistema abarrotado de peixes e com manutenção precária isso se torna perigoso a curto prazo. Além disso, há um acúmulo de detritos sob o substrato, no meio das placas e, mesmo a água parecendo cristalina, a sujeira continua em contato com a água, com as bactérias saprófitas transformando essa matéria orgânica em amônia, que fica circulando na água, juntamente com nitritos e nitratos em uma escala sempre crescente.
    Por isso, a recomendação é sempre para filtros externos, mais modernos e eficientes.


Quantos peixes posso colocar de cada espécie?





Assim como nós os peixes são sociáveis, isto é, vivem em grandes cardumes na natureza. Peixes de cardumes estarão muito mais a vontade se os companheiros forem da mesma espécie.

Por isso, resista aos apelos do coração na hora que avistar aquele peixinho sozinho, no fundo de uma bateria, em uma loja qualquer.

Evite ao máximo povoar o aquário com 1 Paulistinha (Brachydanio rerio), 1 Neon (Paracheirodon innesi), 1 Kinguio (Carassius auratus), 2 Barbos Sumatra (Capoeta tetrazona), 1 Plati (Xiphophorus maculatus). Isso causará tristeza no indivíduo, apatia e/ou agressividade em alguns, futuras doenças sem motivo aparente.
Ainda sobre esses exemplos eu diria que a “mistura” não é indicada por incompatibilidade entre espécies. Kinguios são peixes de água fria, pH levemente alcalino, grandes e que necessitam um ambiente próprio a eles e somente eles. Neons, peixes de água quente, pH ácido, que sentem maior proteção vivendo em cardume. Barbo Sumatra e Paulistinha, peixes asiáticos, de pH levemente ácido, requerem cuidados como todo e qualquer peixe. Apesar da fama do Paulistinha de ser “peixe ciclador” ele também é suscetível a variações bruscas e/ou fora dos parâmetros exigidos. Já o Barbo Sumatra pode facilmente se tornar mais agressivo se colocado em grupo muito pequeno ou sozinho e com peixes de longas e chamativas caudas como Kinguios, por exemplo.
O Plati é peixe de água levemente alcalina, pacífico e muito prolífero (aquários adequados podem ficar lotados em poucos meses) também deve ser mantido nos parâmetros adequados à espécie.




É muito mais saudável um cardume mostrando sua beleza e comportamento natural do que se fazer as seguintes perguntas mais adiante:

- Mas porque esse peixe fica escondido atrás das plantas, nas tocas?
- E aquele outro sempre agressivo, machucando os demais?

Um mínimo de 5~6 exemplares de uma mesma espécie forma um bom cardume para peixes que nadam pelo meio do aquário e 3~4 para peixes de fundo (Corydoras sp., por exemplo). Mas se o tamanho do tanque permitir esse número pode aumentar significativamente. Ainda há outros pontos a serem discutidos, mas isso fica para uma outra conversa.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Quarentena entenda a sua importância!

Todo peixe é susceptível a doenças e adquirem-nas com certa facilidade em aquário, devido ao tamanho extremamente reduzido desse ambiente. Peixes saudáveis já apresentam maior resistência natural contra diversos seres invasores. Porém, quando sob certas circunstâncias, essa resistência cai e é nesse momento que seu organismo fica exposto a diversos agentes etiológicos que só estavam esperando por uma oportunidade como esta.

Transporte, variação nos parâmetros da água, má qualidade da água, incompatibilidade de peixes, entre outros, estressam os peixes, baixando assim, sua resistência natural. Nos aquários das lojas, na maioria das vezes, os peixes sofrem de pelo menos 2 desses fatores, e estão sempre muito estressados, por isso estão bem susceptíveis a contrariar diversos tipos de doenças.

Devido a isso que não podemos introduzi-los diretamente em nossos aquários, estabilizados e livres de parasitas. Antes de introduzi-los, devemos dar um período para que possíveis doenças se manifestem antes e assim, possamos tratá-los, se preciso. Esse período é chamado de quarentena e o aquário onde se passa esse período chama-se de aquário-quarentena (AQ).

Como o peixe permanecerá por um tempo considerável nesse aquário (mínimo de 6 semanas), devemos ter todo o equipamento necessário para a manutenção dos peixes. Filtros, aquecedores... A única diferença do AQ para o aquário principal (AP), é a falta de ornamentos, substratos, etc. Isso, para facilitar sua manutenção e limpeza. Ele também não deve ser muito pequeno (pelo menos 50 litros, para peixes pequenos-médios).



Um dos problemas dos aquários de quarentena, é que normalmente não ficam funcionando direto (são desmontados na ausência de peixes). Por isso, não costuma ter as bactérias benéficas em quantidade significativa (essas bactérias começam a fazer efeito a partir de 6 semanas. O aquário só estabiliza em aproximadamente 6 meses), assim, toda a amônia formada não pode prosseguir no ciclo do nitrogênio e resultar em nitrato que não é tão tóxicos aos peixes. Uma característica das bactérias, é que se fixam em qualquer superfície de contato no aquário.

Usamos cerâmicas e outros objetos porosos para sua fixação, para que haja maior superfície de contato onde as bactérias possam se fixar. Assim, em menor volume, tem-se um maior número de bactérias. Para que haja uma formação rápida de uma colônia de bactérias no AQ, basta então transferir as bactérias do AP (já estabilizado) para o AQ. Para transferir, podemos usar os elementos filtrantes do AP, no AQ. Não precisa nem usá-los, basta "lavá-los" dentro da água do AQ, que no meio das "sujeiras", haverá milhões de bactérias benéficas, que se fixarão no seu filtro, outra forma é manter um filtro de esponjas no AP, para que quando preciso, tenha uma boa quantidade de bactérias para transferir para o AP, mesmo assim, lembre-se que ainda não há a quantidade de bactérias necessárias, que só com o tempo se formarão, mas dessa forma já se evitaremos possíveis desastres.

Durante a quarentena, os peixes devem ser observados atentamente, diariamente. Procure manter a rotina e tipo de alimentação, temperatura, pH, etc, semelhantes aos do AP, para que já possam ir se acostumando. Esse período também é bom, para o fortalecimento dos peixes, já que na maioria das vezes, chegam fracos da loja. Mesmo que nada de anormal aconteça nas primeiras semanas, deve-se aguardar o período mínimo, já que há ciclos de parasitas que levam várias semanas e por isso, podem demorar a se manifestar.

Caso apareça algum sintoma, é preciso diagnosticar rapidamente e iniciar o tratamento. Quanto antes começar o tratamento, maiores são as chances de recuperação.

O peixe deve ser tratado nesse mesmo aquário, que chamaremos agora de aquário-hospital (AH). No AH, os parâmetros da água já não precisam ser iguais aos do AP, mas sim, ideais para o combate à doença, principalmente com relação à temperatura. A limpeza do aquário também deve ser feita com mais freqüência e é recomendável aumentar a oxigenação do aquário, ou seja, no AH, é necessário cuidado especial para com a qualidade da água, que é um fator determinante para o sucesso de qualquer tratamento, aliás, manter a qualidade da água é o melhor tratamento profilático contra doenças.Tendo a certeza de que o peixe está totalmente curado, voltamos ao período de recuperação – quarentena (pelo menos mais duas semanas após a cura), mas num estágio mais avançado, onde se inicia o processo de introdução do peixe ao AP. No entanto, mesmo após a quarentena, é preciso ter atenção aos peixes novos. Todos os peixes interagem com uma grande quantidade de microorganismos, incluindo alguns agentes etiológicos, porém, esta população é controlada e não consegue afetar o peixe, devido a um fator já discutido, sua resistência natural.

O problema é que essa resistência é diferente em cada peixe e não sabemos como os microorganismos dos peixes do AP, interagirão com os peixes novos, a recíproca também é válida, então a quarentena não garante total sucesso na introdução de novos peixes, mas já ajuda bastante, pois estes não estarão introduzindo novos agentes etiológicos no AP, ou pelo menos não tantos como estariam sem a quarentena . Aquaristas mais exigentes chegam a, no final da quarentena, introduzir dois peixes do AP no AQ e observar as suas reações na presença dos microorganismos presentes nos peixes novos que já estavam no AQ, evitando assim expor todo o sistema já estabilizado que existe no AP.



O processo de adaptação para o AP, consiste em realizar trocas parciais , usando a água do AP como a de reposição. Se os parâmetros das águas dos 2 aquários não estiverem muito diferentes, a transferência pode ser feita no mesmo dia.

Do contrário, é melhor fazer no dia seguinte. Seguindo todo esse processo, dificilmente terá problemas com peixes recém chegados ao AP. O risco de doenças também é muito menor. Lembre-se, todo peixe carrega consigo, bactérias e outros microorganismos, e muitos deles poderiam fazer mal a ele, mas num aquário estabilizado, sob condições ideais, dificilmente irão causar problemas. Somente quando há condições para o desenvolvimento desses seres, é que conseguirão vencer o sistema imunológico dos peixes.

Por isso devemos sempre manter o aquário em boas condições. Enfim, o aquário de quarentena, não é um artigo opcional, ou de luxo. É um básico do aquarismo, que deve ser considerado um equipamento integrante do aquário principal assim como um filtro ou aquecedor, por exemplo. Sem ele, arriscamos a vida de toda a população do aquário.

Como dizem, é melhor prevenir, que remediar!

sábado, 25 de abril de 2009

O peixe mais antigo

Em 1938, quando um espécime vivo foi capturado por uma rede de pesca na África do Sul, caiu por terra a crença de que o celacanto estivesse extinto há 65 milhões de anos. Desde então, populações sobreviventes foram encontradas no oceano Índico ocidental e recentemente descobriu-se uma segunda espécie (Latimeria menadoensis) na Indonésia.
Diferindo muito pouco dos seus ancestrais, os celacantos vivos têm até 2 metros de comprimento e 7 nadadeiras lobuladas - semelhantes a barbatanas. Eles são os parentes distantes do primeiro vertebrado a caminhar sobre a Terra, há mais ou menos 350 milhões de anos. Ninguém jamais viu um celacanto vivo na superfície, pois esses peixes vivem numa profundidade de 100 metros, onde a água é fria e bem oxigenada, e morrem na superfície morna, onde há menos oxigênio dissolvido.




O período de gestação de um celacanto é de mais ou menos 13 meses, depois da qual são postos 26 ovos de até 350 gramas cada um, os maiores ovos de peixes que se conhece. Aparentemente, o celacanto também possui um órgão eletrosensor no focinho, talvez para ajuda-lo a caçar no escuro. Atualmente, os biólogos estão utilizando técnicas especiais de mergulho para tentar descobrir algo mais a respeito da vida social deste misterioso fóssil vivo.
Fonte: Natureza Radical, Mark Carwardine, 2007

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Nomes científicos, entenda-os!

No nosso dia-a-dia de aquaristas, entramos em contato com uma enorme variedade de plantas e peixes, que chegam a milhares de espécies. Dependendo da região onde moramos, ou até mesmo de uma pessoa para outra, o mesmo peixe pode ter dezenas de nomes. Por exemplo, o mesmo peixe pode ser chamado de oscar, apaiari, acará dorminhoco, etc., dependendo da região onde você more ou até mesmo da pessoa com quem esteja conversando. Em muitos casos, fica muito difícil obter informações ou discutir sobre um determinado peixe ou planta, já que nem mesmo sabemos de qual ser estamos falando.

Se isso no nosso hobby já é difícil, imaginem então na comunidade científica internacional, com milhões de organismos, e consequentemente milhões de nomes populares no mundo todo. Buscando resolver esse problema, o cientista Carollus Linnaeus (conhecido em português como Lineu) criou em 1758 o sistema de nomenclatura e classificação científica, que com algumas alterações permanece até hoje.

Lineu classificou as espécies de seres vivos em reinos, filos, classes, ordens, famílias, gêneros e espécies, sendo que à medida que se “desce” na classificação mais parecidos os seres vivos vão ficando entre si, até chegarmos à espécie.

Uma espécie é um conjunto de indivíduos muito parecidos entre si, com o mesmo número de cromossomos, e a capacidade de se reproduzirem entre sí e gerarem descendentes férteis. Para designar uma espécie, Lineu convencionou que deveria ser usada a nomenclatura binomial, ou seja, a espécie tem “nome e sobrenome”, sendo o primeiro nome o gênero e o segundo, a espécie. Por exemplo:


1 - Paracheirodon axelrodi
2 - Paracheirodon simulans
3 - Paracheirodon innesi


4 - Apistogramma cacatuoides
5 - Apistogramma gephyra
6 - Apistogramma pulchra

Os peixes 1, 2 e 3 pertencem ao mesmo gênero, Paracheirodon, ou seja, tem muitas características em comum, mas não pertencem à mesma espécie, e por isso não podem reproduzir entre si gerando descendentes férteis. O mesmo acontece com os peixes 4, 5 e 6 do gênero Apistogramma.

Na nomenclatura científica convencionou-se ainda que todos os nomes dos seres vivos, além de conter gênero e espécie, devem ser escritos em latim, e de preferência em itálico, negrito ou sublinhados. Isso porque o latim é uma “língua morta”, e por isso não sofrerá mais alterações, ao contrário de outras línguas, que estão em constante mudança. Em alguns casos, pode haver ainda um "segundo sobrenome" que indica a variedade, uma subdivisão dentro da espécie, mas que permite a reprodução entre sí, ou seja, entre as variedades da mesma espécie, gerando descendentes férteis. Exemplo:



7 - Tropheus duboisi "maswa"
8 - Tropheus duboisi "kigoma"

9- Apistogramma cacatuoides "Triple Red"
10 - Apistogramma cacatuoides "Orange Flash"

Os peixes 7 e 8 são de variedades diferentes, "maswa" e "kigoma" respectivamente, mas pertencem ao mesmo gênero e espécie, e podem se reproduzir normalmente entre sí gerando descendentes férteis.

Resumindo, o nome científico normalmente é composto por gênero e espécie (Ex.: Paracheirodon axelrodi) e em alguns casos gênero, espécie e variedade (Ex.: Apistogramma cacatuoides "Triple Red"). Muitos aquaristas acham difícil e complicado a nomenclatura científica dos peixes e plantas. Claro que é mais fácil falar “Neon cardinal” do que Paracheirodon axelrodi ou “Oscar” do que Astronotus ocellatus, mas vale a pena fazer um esforço e procurar aprender a usar os nomes científicos, já que eles facilitam muito a procura de informações e o intercâmbio entre pessoas de diversas regiões e países, principalmente em buscas na Internet.

Fotografias: Ana Cláudia, Heidge Fukumasu, Magáli Otaki e Marne Campos


domingo, 12 de abril de 2009

Primeiro aquário. Vamos montar o nosso?

Devemos começar falando que após se adquirir um peixe você estará levando para casa um ser vivo que requer cuidados como qualquer outro animal de estimação, este é o primeiro passo para quem está começando no hobby, saber o tamanho da responsabilidade que se tem ao adquirir um peixe, pois afinal de contas estamos retirando o mesmo de seu habitat natural e o mínimo que podemos fazer é dar a ele uma qualidade de vida digna, por mais que se faça nunca será a mesma coisa que a natureza, então um lugar onde ele possa crescer a até quem sabe procriar é o mínimo que devemos fazer. Para tal devemos ter em mente que um aquário bem montando e estabilizado dificilmente trará problemas futuros, a menos que haja descuido do próprio aquarista.

Vamos falar resumidamente sobre equipamentos, testes e cuidados básicos para iniciantes, mas que são fundamentais para se obter sucesso desde a primeira montagem

Filtro: É o equipamento mais importante, pois é ele que realiza a filtragem mecânica, química e biológica do aquário. Este têm que ser bem escolhido, dê preferência para filtros que caibam uma boa quantidade de materiais filtrantes, ou, se preferir, pode-se montar um, o recomendado é que o filtro circule no mínimo cinco vezes o volume de água do aquário. Esqueça o uso do famoso FBF (Filtro Biológico de Fundo), ou aquelas placas pretas sob o cascalho, com o passar do tempo ele passa a ser mais um causador de problemas do que propriamente um filtro biológico, este é um equipamento ultrapassado no aquarismo, e mesmo que ainda haja pessoas que defendam seu uso (principalmente vendedores mal informados) é um método que deve ser definitivamente descartado.

Os materiais filtrantes que se costumam usar nos filtros são os seguintes:

- Perlon. Onde ficam retidas as partículas em suspensão na água, realizando assim a filtragem mecânica.

- Cerâmica. É onde vai ficar a grande concentração da colônia de bactérias, realizando a filtragem biológica, muito importante. Também pode-se usar outros tipos de materiais não tão comuns como fibras para fixação de bactérias.

- Carvão Ativado: É onde será feita a filtragem química da água, algumas pessoas utilizam removedores de amônia, de fosfatos, de nitratos etc, mas o mais comum é o carvão ativo. Em aquários bem montados, essa filtragem pode ser dispensada.

Uma recomendação muito importante é de nunca desligar o filtro, lembre-se que a sua colônia de bactérias só pode ficar algumas horas sem oxigenação, muito tempo sem oxigênio tende a fragilizar e até matar toda à colônia. Vale lembras que nunca de deve deixar seu filtro ligado sem água dentro, pois ele poderá queimar por super-aquecimento.


Aquecedor com termostato: Indispensável para quem mora em regiões onde a temperatura costuma cair bastante, principalmente à noite. Este nada mais faz do que manter a água do aquário em uma temperatura constante, por exemplo, se você regular ele em 25º e a temperatura da água cair para 24º ele aciona sozinho e faz a água voltar para os 25º. Mudanças muito bruscas de temperatura serão prejudiciais para os peixes, por isso a necessidade do uso deste equipamento. Mesmo assim é recomendado o uso de um termômetro para acompanhar a temperatura em caso de uma possível “pane” do termostato. O ideal é que a temperatura fique entre 23º a 27ºC, esse é o recomendado, mas claro que varia de espécie para espécie. Dê uma pesquisada sobre a espécie que vai adquirir e veja a temperatura recomendada para a mesma, mas já adiantando, nunca deixe a temperatura acima dos 30ºC e nem abaixo dos 20ºC para peixes tropicais. Faça a escolha do aquecedor seguindo a formula de 1Watt/litro, por exemplo, se seu aquário tiver 80 litros escolha um aquecedor de 80W ou o valor mais próximo disso. Você nunca deve ligar o aquecedor fora do aquário e mesmo se estiver no aquário o recomendado é que se tire da tomada e deixe esfriar com a temperatura da água para somente depois retirá-lo. O choque térmico pode causar a quebra do vidro de proteção do equipamento.

O aquecedor somente aquece a água, não resfria, para isso, pode se usar métodos mais baratos como ventoinhas próximas à superfície, ou equipamentos mais sofisticados como um chiller que tanto pode aquecer como resfriar a água, muito importante em aquários com invertebrados, já que nesse aquários a água deve se manter entre 20º e 25ºC, coisa quase impossível em regiões tropicais.

Iluminação: Vai depender muito do tipo de aquário que se vai ter. Um plantado, por exemplo, requer uma iluminação maior que um aquário somente de peixes. Devido aos cuidados que se deve ter com as plantas onde, a grosso modo, é recomendado 1 Watt/litro, a grande maioria dos iniciantes no hobby aderem às plantas de plástico em seu primeiro aquário, então a iluminação não será um grande problema, podendo ter como “regra”:

Para plantados 1 Watt/litro e não plantados 0,3 Watt/litro.

Para calcular o volume de água do aquário basta multiplicar o comprimento pela altura, pela largura com os todos valores em centímetros, dividir o resultado por mil então se obterá o resultado em litros e depois se multiplica por 0,85 para descontar o volume ocupado pelas pedras, substratos e enfeites, tendo assim o volume real de aqua do seu aquário.

A iluminação não deve ser forte, pois deixa os peixes estressados e tira o seu brilho e cor. O período de iluminação do aquário deve ser de 10 a 12 horas diárias, coordene também o período em que a lâmpada vai ficar acesa e mantenha sempre o mesmo horário. Escolha, por exemplo, ligar as 7:00H e apagar as 19:00H, período de 12 horas, faça todos os dias no mesmo horário para os peixes adquirirem uma noção de “dia e noite”, podemos também usar um temporizador que fará essa função de acender e apagar as luzes no mesmo horário, automaticamente. Lembre-se que os peixes dormem apesar de não ter pálpebras, não se engane, eles dormem sim.

Decoração: Deve-se ter cuidado ao adquirir a decoração do aquário, pois muitas pedras/rochas tem o poder de alterar o pH da água, neste caso procure comprar pedras neutras, ou seja, que não interferem no pH da água. As pedras tem o poder de alcalinizar a água, mas nunca acidificar, o que faz esse efeito de acidificar, normalmente, são os troncos que também fazem parte da decoração.
Falando em troncos, este também é um dos erros mais comuns de quem está começando, por ver troncos nos aquários acabam colocando qualquer madeira no seu aquário sem saber que alguns soltam substâncias tóxicas na água, e mesmo os que são considerados ideais ainda assim precisam passar por um tratamento, assunto para outro artigo.

Conchas do mar devem ser descartadas da decoração, pois aumentam muito o pH, exceto se for manter, por exemplo, Ciclideos Africanos que requerem um pH muito elevado. Cuidado também para não colocar nada pontudo no aquários, pois os peixes certamente vão se machucar nessas pontas.

Quando for colocar a decoração procure fazer tocas ou esconderijos para os peixes, pois quando os mesmos estiverem, por exemplo, estressados, um esconderijo será de grande serventia, sem contar que tocas são excelentes para peixes com hábitos noturnos. Você nunca deve utilizar aqueles cascalhos coloridos, pois eles soltam tinta e também pode estressar os peixes. O cascalho deve ser muito bem lavado e preferencialmente fervido antes de ser introduzido no aquário. É valido também colocar um fundo no aquário, para esconder toda a "bagulhada" que fica atrás como o filtro externo, fios, etc. Pode-se usar aqueles fundos com paisagens ou então cartolinas.


Comprando os peixes: Quando for comprar os peixes, dê preferência para aqueles que tem uma coloração normal, nem muito claro, nem muitos escuros, se algum deles estiver com um comportamento diferente dos demais como estar quieto no fundo, ou nadando na superfície, exceto para espécies com esses hábitos, não o leve, pois certamente este peixe está com algum problema. Algumas espécies somente com o passar do dedo no aquário acompanham seu dedo achando que vão ganhar comida. Dê preferência para lojas com boa reputação, nessas lojas os peixes costumam ter um tratamento melhor, e conseqüentemente são mais saudáveis. Tenha cuidado ao adquirir seus peixes para ver se são compatíveis entre si (isso inclui principalmente ao fator do pH) e se vão se adaptar com o tamanho do seu aquário, pois um dos maiores mitos do nosso hobby é exatamente este, “quanto maior o aquário mais o peixe cresce” isso é história de gente desinformada, um peixe irá crescer independentemente do tamanho do aquário, e se colocado em um aquário menor do que o recomendado pode sofrer de graves problemas como um estresse constante, atrofiamento até morte.
Não compre peixes além do que o seu aquário comporta, dê uma boa pesquisada em quais/quantos peixes você poderá colocar no seu aquário, pois ao contrário você terá problemas como um nível muito alto de amônia que é um composto extremamente tóxico para os peixes, podendo levá-los a morte.

Se comprar peixes de aquários diferentes, peça para o lojista colocar em saquinhos separados, o interessante também é que se coloque o saquinho em algo escuro diminuindo assim o estresse do animal na viagem até em casa.

Introduzindo os peixes no aquário: Para isto, o aquário deve estar devidamente ciclado e adaptado para receber seus novos habitantes. Nunca monte um aquário e logo em seguida coloque os peixes, o período que se leva para ciclar o aquário, geralmente é de 30 a 40 dias. Neste período deve-se acompanhar os níveis de amônia, nitritos e nitratos que devem aumentar. Quando a amônia e nitrito caírem a zero depois de terem subido, aí sim, o aquário está pronto para receber os habitantes, mas cuidado, os peixes devem ser colocados aos poucos para que a colônia de bactérias se adeque ao aumento da carga biológica. Quando for colocar os peixes no aquário deixe o saquinho boiando na água por uns 15 minutos para os peixes se adaptarem à temperatura do aquário, após, coloque um pouco da água do aquário no saquinho. Faça isso em intervalos de 5 minutos até completar 15 minutos, isso se faz para os peixes irem se acostumando com os fatores químicos da água do aquário, após este procedimento pode-se então colocar os peixes. Não coloque a água do saquinho no aquário, jogue esta água fora. Não se assuste se no início os peixes ficarem quietos no fundo ou se escondendo, ou então não se alimentarem, pois é normal que fiquem assim devido à mudança, eles podem também perder sua coloração, mas após terem se adaptado ao aquário recuperam sua cor normal.

Alimentação: Um dos problemas dos iniciantes é o excesso de comida, quando for alimentar seus peixes coloque pouca comida o suficiente para ser consumido em até 5 segundos, espere-os comer o que foi dado, após, coloque mais um pouco, quando observar que a procura por comida diminuiu já estará na hora de parar de alimentá-los. Fazendo este procedimento evita-se restos de comida na água o que resultaria em matéria orgânica em excesso, algas, turvamento da água etc.

Procure variar a alimentação dos peixes, comprando diferentes alimentos, não se limite a dar sempre a mesma ração, peixes comem praticamente de tudo, então, a necessidade de variar a alimentação. Procure oferecer para os peixes rações de boa qualidade, procure também oferecer-lhes alimentos vivos uma vez por semana como artêmias, pois são ótimas para complementar sua dieta. Saiba também que os peixes no calor costumam comer mais. Nunca alimente seus peixes à noite com as lâmpadas apagadas, a não ser com rações específicas no caso da manutenção de peixes de fundo. Procure assim como as luzes, definir um horário fixo para alimentar seus peixes, alimentá-los de duas a três vezes por dia já está ótimo. Cuidado para não deixar o pote de comida aberto ou perto do calor das lâmpadas. Saiba também que um alimento velho perde suas características nutritivas, então, sempre quando for comprar uma ração observe a data de fabricação, caso esteja velha, descarte sua compra. Não dê para seus peixes rações de má qualidade, migalhas de pão ou bolachas.

Manutenção: Outro fator muito importante para se obter sucesso com um aquário. As manutenções devem ser seguidas à risca principalmente em aquários pequenos e é ai que entra mais um dos mitos do hobby “aquário pequeno dá menos trabalho que um grande”, isso está extremamente errado, um aquário grande é muito mais estável que um aquário pequeno. Em um aquário pequeno os fatores de química/temperatura da água tendem a variar muito, então, não se deixe enganar, um aquário grande dá menos trabalho que um pequeno e as chances de se obter sucesso com um aquário grande é muito maior que um de pequeno porte.

Como os fatores da água tendem a variar, principalmente em aquários pequenos deve-se sempre ter em mãos alguns testes, principalmente testes de amônia, nitrito e pH, e estes devem ser observados constantemente. Outro produto que se deve ter em mãos é o anti-cloro, pois muita gente perde seus peixes por não saberem que não se pode colocar água da torneira no aquário sem antes eliminar o cloro existente na água, se caso usar condicionadores de água o uso do anticloro torna-se desnecessário, pois além de neutralizar os metais pesados também elimina o cloro e outros compostos nocivos.

Faça tpas (trocas parciais de água) semanais sifonando bem o fundo do aquário. Isto serve para retirar todo o acúmulo de matéria orgânica que fica no substrato, troque de 30% a 40%, repondo com água nos mesmos parâmetros de pH e temperatura da água do aquário, preferencialmente uma água tratada com condicionadores e descansada. Em aquários grandes pode-se fazer esse procedimento de 15 em 15 dias.

NUNCA, mas NUNCA mesmo deve-se lavar o aquário, no momento em que está se fazendo isto se quebra todo o ciclo que se criou dentro do aquário matando toda a sua colônia de bactérias e voltando-se a estaca zero. Lembre-se também de manter seu filtro sempre limpo e trocar os elementos filtrantes sempre que necessário, mas nunca troque os elementos da filtragem biológica, esta deve ser somente lavada com a própria água do aquário e sem esfregar muito.

Cuidados: Alguns cuidados parecem besteira, mas devem ser seguidos, um dos mais importantes, é que se você já tem um aquário ciclado e habitado, quando comprar peixes ou plantas estes têm que passar por uma quarentena evitando assim transmitir doenças, protozoários, vírus, bactérias etc para o aquário. Para os peixes deve-se ter um aquário de quarentena e para as plantas pode-se deixá-las em bacias ou garrafas cortadas. Outro cuidado muito importante é, após detectar que um peixe está doente, ele deve ser retirado do aquário principal e medicado em um aquário hospital. Não use remédios no aquário principal, pois isso pode prejudicar a sua colônia de bactérias, alterar o pH etc.

Procure escolher primeiro os peixes que se vai criar para somente depois comprar o aquário, assim fica mais fácil comprar/adequar o aquário para os habitantes, e as chances de se obter sucesso aumentam ainda mais. Colocar a mão dentro do aquário deve ser evitado a menos que seja de extrema necessidade.

A injeção de CO2 deve ser realizada somente se for um aquário plantado, mesmo assim é necessário pesquisar sobre as plantas que se pretende adquirir para ter certeza que as mesmas necessitam deste procedimento. Não monte seu aquário perto de janelas ou lugares onde haja luz solar ou muita claridade. Evite colocar peixes que nadam rápido em aquários pequenos. Todo aquário deve ter uma placa de isopor embaixo dele, pois isso anula as pequenas imperfeições da superfície onde o aquário se encontra. Bater no vidro do aquário é ruim, pois os peixes costumam se assustar e acabam se machucando. Cuidado com choques externos no vidro. Peixes de diferentes portes não devem ser mantidos no mesmo aquário, pois os menores podem ser devorados. Muita movimentação na água por conseqüência do sistema de filtragem pode estressar os peixes. Removedores de amônia devem ser usados somente quando estiver tendo problemas com esse composto.


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segunda-feira, 23 de março de 2009

Mistério do Peixe Com Cabeça Transparente

A

Macropinna microstoma, popularmente conhecido como Barreleye (nome popular internacional), é um peixe descoberto em 1939 e que possui a cabeça coberta por uma carapaça transparente e cheia de líquido. Como se não bastasse essa característica bizarra, também possui olhos tubulares, que até há pouco tempo, acreditava-se que eram fixos. Recentemente, cientistas do Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI) provaram que essa teoria estava errada: na realidade, esse estranho peixe pode rotacionar seus olhos de uma visão superior, através da cabeça, para uma visão frontal e vice-versa. Isso faz com que ele consiga localizar animais nadando acima dele com muita facilidade, utilizando duas “lentes” verdes naturais mostradas na foto acima, e então utilizar sua visão frontal para se alimentar. Veja o vídeo (disponível em alta resolução) do peixe nadando na PopSci.

sábado, 7 de março de 2009

Espada (Xiphophorus helleri)


Este peixe tem suas origem México, Guatemala e Honduras, na região de estuários, é uma belíssima espécie para se ter em aquários já que podem ser encontrado nas cores laranja, laranja com preto e ate com branco ou totalmente branco ou azuis.

Seu pH é alcalino variando em torno de 7,0 a 7,4 com a Temperatura de 25ºC Dureza de14 DH podendo atingir o Tamanho adulto de 12cm o aquário ideal para essa espécie é do Tamanho do aquário:60L sua Alimentação é onívoro e Reprodução ovovivíparo ou seja tem fertilização interna e “da a luz aos filhotes prontos, por isso se deve ter um aquário grande pois se você tiver muitos casais logo você terá muitos filhotes e deve se separar os filhotes dos adultos pois serão devorados se isso não acontecer. É muito fácil distinguir os machos das fêmeas nessa espécie pois o macho apresenta uma espada na sua nadadeira caudal e sua nadadeira anal tem a forma de tubo para penetrar na fêmea e a fertilizar chamado de gonopolio.

(Poecilia reticulata) Lebistes ou Guppys


Por serem coloridos Por serem coloridos, Resistentes e prolíferos esta espécie de peixe pode ser uma boa opção para quem está iniciando no aquarismo. Até há pouco tempo estes belíssimos peixinhos eram chamados de Lebiste reticulatus.

O nome científico Poecilia reticulatus foi dado por Wilhem Peters, em 1859. São encontrados no continente americano, mas vistos no mundo inteiro devido a sua facilidade de reprodução.

Os iniciantes em aquariofilia devem saber que a qualidade da água é fator essencial para a adaptação e reprodução do guppy. O sucesso da criação vai depender do parâmetro da água que deve ter pH 7,0 a 7,5, DH por volta de 6 e temperatura entre 24 a 28º C

Caudas

A genética desta espécie ainda é um assunto de destaque e ganha a atenção de piscicultores e cientistas. Estudiosos continuam pesquisando os genes do guppy a fim de descobrir porque ele tem a cauda em delta ou triangular. As curiosidades em torno deste animal são muitas, mas sua beleza ainda é um dos fatores que mais chamam a atenção dos aquariofilistas de todo o mundo.


Betta splendens

Betta femea
Foto: aquahobby.com

Betta macho
Fotografia:Carolina Monari


Um Betta bem cuidado vive tipicamente 3-4 anos em aquário. Os Bettas podem ser criados em aquários com no mínimo 2 litros, embora certamente vivam muito melhor em aquários não tão pequenos, tipo 20-40 litros. Cascalho fino ou areia (não a de praia!) e muitas plantas (como elódeas, cabombas, rabo de raposa, musgo de Java e etc) são ideais. Lembre-se que o objetivo é manter de forma adequada os Bettas e não as plantas, desta forma, procurem plantas que tenham uma maior resistência e suas necessidades não sejam de difícil manutenção, pois fatalmente elas irão morrer e ao menor sinal de apodrecimento deverão ser retiradas e repostas, para que não poluam a água rapidamente. O pH pode ser neutro ou ligeiramente alcalino, a temperatura deve estar entre 25 e 28°C (use pequenos aquecedores próprios para "beteiras") e um termômetro para saber a temperatura constantemente. Oscilações de temperaturas ou quedas bruscas de pH podem gerar mal estar súbito no animal e causar anomalias como Íctio e outras doenças.

A alimentação do Betta:
Se você deseja somente manter Bettas saudáveis, forneça como sua alimentação principal a ração Tetra BettaMin, de duas a três vezes por semana dê artêmias, alternando com Enquitréias, Bloodworms ou outros vermes e/ou larvas. O principal objetivo é fornecer uma alimentação de fácil digestão para o Betta e rica em proteínas. Tenho a certeza que desta forma além de cuidados com a higiene do aquário e água, o seu animal irá lhe presentear com cores intensas e uma agressividade natural/característica da sua espécie. A alimentação preparatória para a reprodução está descrita mais abaixo, com uma dieta que irá fortalecer melhor o casal e ajudar posteriormente no processo de recuperação do peixe.


Peixes ornamentais

Acará-bandeira (Pterophyllum scalare)

Foto: aqua hobby.com


Foto: http://akva.dadak.cz


Foto: http://perso.club-internet.fr/vmillat/tropicalfish


Nome Vulgar: Acará-bandeira
Nome Científico: Pterophyllum scalare (Lichenstein)
Origem: Amazonas
Temperatura ideal: 20° a 32°C
Tamanho: 15cm

Descrição:
Considerado por mitos o aristocrata dos aquários, este peixe transformou-se numa dor de cabeça para os ictiologistas e aquariófilos, pois sob a mesma forma e igualdade de colorido foram descobertas três espécies diferentes: P. scalare, P. eimekei e P. altum. As diferenças são pouco aparentes para os aquaristas menos avisados, já que tudo parece limitar-se à quantidade de escamas e raios das nadadeiras. É realmente o príncipe dos aquários, pelo seu porte majestoso, elegância no nadar e inusitada beleza. O corpo, muito alto e achatado dos lados, praticamente emenda com as nadadeiras dorsal e anal. Três listras verticais , pretas, sobre fundo prateado, olhos vermelhos e longos filamentos nas nadadeiras pélvicas, completam o conjunto. Ultimamente os aquaristas holandeses obtiveram uma variedade totalmente negra, que começa a ser vista entre nós.

Hábitos e reprodução

Peixe pacífico, se bem que não se deva confiar nele em companhia de outros menores. Deve ter alimentação abundante em dáfnias, Tubifex e carne crua, mas os alimentos secos são bem aceitos. Costumam sofrer de falta de apetite e devemos então oferecer-lhes filhotes de barrigudinhos, vivos. Se isto não lhes despertar o apetite, tenta-se então mudança de água do aquário, retificando-se o pH. Aparentemente não há dimorfismo sexual. Os ovos são postos nas folhas das plantas ou em tubos de vidro, pintados de branco, imitando raízes aquáticas. Os filhotes são vigiados pelos pais até à adolescência.
Com a idade de trinta dias ainda não adquiriram o aspecto característico dos adultos, parecendo mais um ciclídeo comum.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Nomes em Latim - Minidicionário

Apesar de muitos dos apaixonados da aquariofilia saberem os nomes populares e científicos dos seus queridos peixes e plantas, poucos sabem o significado dos nomes em latim. Segue abaixo, uma pequena lista de nomes e seus significados:

Acanthocephalus - com espinhas na cabeça
Acanthodoras - com lança e espinhas
Acerina - pontiagudo, afiado
Acrania - sem crânio
Aculeatus - com espinhos
Aequidens - reticulado
Agnathi - sem opérculos
Albifrons - com fronte branca
Ambassis - inútil
Anabas - trepador
Anastomide - com boca virada para baixo
Anostomus - com boca virada para cima
Anoptichthys - sem olhos
Apeltes - sem armadura
Aphanius - invisível
Aphyosemium - portador de bandeira
Argeneus - prateado
Argus - muitos olhos
Astronotus - marcados com estrelas
Atracaudatus - com manchas negras na cauda
Atrizonas - dividido em zonas
Auratus
- dourado
Bacopa - folhas grossas
Bifasciatus - com duas faixas
Bimaculatus - com dois pontos
Biocellatum - com dois ocelos
Brachydanio - pequeno danio
Callichthys - peixe bonito
Caudovittatus - com franja na cauda
Ceneus - bronzeado
Characidium - similar a charax (ver abaixo)
Charax - nome grego de um peixe
Chrysotus - orelha dourada
Cichalsoma - corpo de cichla (peixe)
Coeruleum - azul
Corydoras - doras com casco
Corynopoma - com espátula acoplada ao opérculo
Crenicichla - cichla com dentes
Ctenobrycon - mordedor com grandes escamas
Curviceps - com cabeça arredondada
Epiplatys - achatado
Etroplus - com abdome armado
Facetum - alegre
Fasciatus - riscado
Filigera - com um filamento
Flameus - em chamas
Formosa
- gentil
Fluviatillis - de rio
Fundulus - peixe de fundo
Gasterosteus - com ventre ósseo
Geophagus - comedor de terra
Gibbosus - com corcova
Glandulocauda - com glândula na cauda
Gulare - referente à garganta
Guttata - salpicada como gotas de chuva
Gymotus - com dorso sem escamas
Haplochramis - totalmente colorido
Hastatus - com uma lança
Helostoma - com boca saliente
Hemichramis - meio colorido
Hemmigramus - linha média
Hererandria - fêmea diferente do macho
Heteramorpha - de forma variável
Heterorhabdus - com riscas diferentes
Hoplias - fortemente armado (boca)

Hyphessobrycon - pequeno mordedor
Inequalis - desigual
Jaculator - ejaculador
Lateristriga - com linhas laterais
Latifrons - com frente larga
Latipes - com pés largos
Latipina - nadadeira larga
Leporinus - com focinho de lebre
Leptosama - corpo delgado
Limia - lodo
Macropodus - pés grandes (nadadeiras)
Macrostigma - com grandes pontos
Maculata - com manchas
Melanistius - dorso negro
Melangaster - ventre negro
Melanotaenia - com uma faixa negra
Metynnis - com um arado
Microcephalus - com cabeça pequena
Monocryumhus - com uma barbela
Monodactylus - com um dedo
Nannaethuops - pequeno africano
Nannostomus - boca pequena
Nigrans - negro
Oligoleps - com poucas escamas
Opercularis - opérculo
Otocinclus - com orifícios auditivos
Pachypanchax - panchax gordo
Paleatus - com manchas salpicadas
Plantodon - com dentes por todos os lados
Paradoxus - paradoxal
Phallichthis - peixe com gonopódio
Phallocerus - gonopódio afunilado
Platypoecilua - poecilia com corpo alto
Pleurospilus - com flancos espinhosos
Poecilia - pequeno peixe colorido
Polyacanthus - com muitas espinhas
Pristella - pequena serra (dentes)
Pterodiscus - disco alado
Pterophyllum - folha alada
Pusillus - pequeno e fraco
Pyrrhulina - pouco vermelho
Quitana - quinto raio do gonopódio
Reticulatus - reticulado
Rhodostomus - nariz vermelho
Rivulus - riacho
Rubripinnis - com nadadeiras vermelhas
Scalare - em degraus (nadadeira)
Semitaeniatus - com faixa incompleta
Soatophagus - comedor de detritos
Spilurus - com um ponto na cauda
Splendopleuris - com flancos esplêndidos
Stethaprion - com uma serra no peito
Strigata - com linhas ou rais
Symphsodon - com dentes na metade do maxilar inferior
Testudineus - como tartaruga
Tetraodon - com 4 dentes
Toxotes - arqueiro
Trichogaster - com ventre cabeludo
Trichopterus - com nadadeira cabeluda
Trifasciatus - com 3 faixas
Unilianeatus - com uma só linha
Urophtalmus - com ponto em forma de olho
Vellifera - portadora de vela
Xiphophorus - portador de espada


Bibliografia : SILVA, Oswaldo Wenceslau da - O pequeno grande mundo do aquário
ed. Briguiet -Rio de Janeiro,1989