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quarta-feira, 31 de março de 2010

Descoberta espécie de lagarto camuflado no Camboja

O  Cnemaspis neangthyi  possui uma camuflagem eficiente, com um padrão de cores que o torna quase imperceptível quando se aproxima de fendas de rochas ... Foto: Daily Mail/Reprodução

O Cnemaspis neangthyi possui uma camuflagem eficiente, com um padrão de cores que o torna quase imperceptível quando se aproxima de fendas de rochas e árvores
Foto: Daily Mail/Reprodução


Uma nova espécie lagarto foi descoberta por uma equipe de cientistas em uma região ainda inexplorada do Camboja. A espécie, batizada de Cnemaspis neangthyi foi encontrada durante um relatório de répteis e anfíbios no pé das montanhas rochosas de Cardamomo. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

O Cnemaspis neangthyi possui uma camuflagem eficiente com um padrão de cores que o torna quase imperceptível quando ele se aproxima de fendas de rochas e árvores. A expedição foi liderada pelo Dr. Lee Grismer, da Universidade La Sierra, e pela ONG Fauna & Flora International (FFI).

Segundo os cientistas, existem atualmente 75 espécies de Cnemapsis conhecidas pela ciência, das quais 30 vivem no Sudeste Asiático. A FFI informou que as motanhas de Cardamomo é uma das áreas mais importantes para a conservação da biodiversidade asiática. A região abriga mais de 62 animais ameaçados e 17 espécies de árvores ameaçadas.

FONTE: Terra Ciência

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Descoberta em Israel maior espécie de aranha do Oriente Médio

Nova espécie foi descoberta nas dunas da cidade de Arava, em Israel Foto: EFE
Nova espécie foi descoberta nas dunas da cidade de Arava, em Israel
Foto: EFE

Pesquisadores da Universidade de Haifa, em Israel, divulgaram nesta terça-feira imagens de uma nova espécie de aranha descoberta nas dunas da região de Arava por uma equipe Departamento de Biologia da instituição. As informações são da agência EFE.

A nova aranha, da mesma família que as Cerbalus Genus, foi batizada de Cerbalus Aravensis em homenagem à região onde foi descoberta. Segundo os biólogos, suas pernas podem atingir 14 centímetros tornando-a a maior aranha do Oriente Médio.

A Cerbalus Aravensis tem hábitos noturnos e é mais ativa nos meses mais quentes. Ela vive enterrada na areia onde constrói uma porta para entrar e sair.

Embora recém descoberta, a espécie já se encontra em risco de extinção, pois seu habitat natural está em perigo. As dunas de Arava foram reduzidas de 7 km² para apenas cerca de 3 km² quadrados atualmente.

FONTE: Terra Ciência

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Biólogo de universidade de Taiwan descobre ‘caranguejo-morango’

Nome científico da nova espécie é ‘Neoliomera pubescens’.
Crustáceo vive na região costeira ao sul do país.
Foto: National Taiwan Ocean University/AP

O 'Neoliomera pubescens' (Foto: National Taiwan Ocean University/AP)


Fotos divulgadas nesta terça-feira (5) pela Universidade Nacional de Oceanografia de Taiwan mostram uma nova espécie de caranguejo, o Neoliomera pubescens. Um biólogo marinho anunciou ter descoberto o crustáceo na costa sul do país. Com pequenas protuberâncias brancas pontilhando a carapaça vermelha, o caranguejo lembra um morango. (Foto: National Taiwan Ocean University/AP)

FONTE: G1

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Nova espécie de aranha é batizada de David Bowie

Uma nova espécie de aranha identificada por um pesquisador alemão foi batizada com o nome de David Bowie como forma de chamar a atenção do público para as inúmeras espécies de aracnídeos ameaçadas de extinção no planeta.


A Heteropoda davidbowie de tamanho grande e pelos amarelos, é encontrada apenas em algumas regiões da Malásia. Em e-mail à BBC Brasil, o especialista responsável pela descoberta, Peter Jaeger, do museu de História Natural Senckenberg, em Frankfurt, disse que é fã do roqueiro britânico.

"Eu gosto do seu repertório eclético desde os 13 anos de idade", disse Jaeger. "Nesse caso, especialmente, ocorre que a aranha tem uma aparência que lembra o visual antigo de David Bowie, quando ele usava maquiagem e roupas coloridas".

Campanha
As autoridades ligadas ao meio ambiente relutam em incluir aranhas em listas de espécies ameaçadas de extinção, mas especialistas como Jaeger argumentam que o declínio no número de espécies prejudica a diversidade genética da natureza. E partem para soluções criativas.

"Dar nomes de pessoas famosas às aranhas ajuda a conscientizar a população sobre a situação de várias espécies à medida em que seus habitats naturais são destruídos pelos seres humanos", disse.

Batizar uma espécie pode ser uma questão muito pessoal, ele explicou. "No mesmo paper eu batizei outras espécies com os nomes da cantora punk Nina Hagen e do roqueiro alemão Udo Lindenberg".

Há algum tempo, um colega de Jaeger, Jason Bond, batizou uma espécie com o nome do cantor canadense Neil Young. Jaeger disse que, embora não tenha sido mordido, acredita que a Heteropdoa davidbowie não seja uma aranha perigosa para seres humanos - o que não se aplica a insetos. O especialista explicou que o processo de identificação de novas espécies é demorado.

"Cada vez que você suspeita de que tem uma espécie nova (ou seja, que não foi descrita cientificamente), tem de conferir cuidadosamente toda a literatura publicada desde 1757 até hoje sobre os grupos animais em questão e a região bio-geográfica".

Jaeger encontrou exemplares da Heteropoda davidbowie em várias coleções de museus e em um mercado de animais de estimação na Alemanha. "Tive a rara oportunidade de ter indivíduos vivos no meu laboratório". Até hoje, foram descritas 41 mil espécies de aranhas no mundo.

"Nós calculamos que este número represente entre 10 e 30% apenas da diversidade real", disse Jaeger. "Isto sem mencionar os fósseis e as espécies que se extinguiram naturalmente". Jaeger nunca foi ao Brasil, mas já trabalhou com aranhas brasileiras e colaborou com especialistas do país.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Pesquisadores descobrem primeira aranha vegetariana

Espécie rouba minúsculos pedaços de plantas de formigas que vivem em árvores!


Reprodução

Foto por Reprodução
A Bagheera kiplingi é a única das cerca de 4.000 espécies de aranhas conhecidas que sobrevive baseada numa alimentação herbívora.


Um grupo de estudiosos americanos descobriu a primeira espécie de aranha vegetariana do mundo, que rouba alimentos de formigas localizadas em árvores.

A Bagheera kiplingi é a única das cerca de 4.000 espécies de aranhas conhecidas que sobrevive baseada numa alimentação herbívora. Ela é do tamanho de um dedo polegar e foi identificada pela primeira vez em 1896. Recentemente. houve a revelação de que 90% de sua dieta é composta for folhas.

O animal vive principalmente em árvores de acácia no México e na Costa Rica e apresenta uma maneira diferente de obter alimentos. Enquanto as aranhas comuns fazem teias para caçar ou atacam sua presa de maneira direta, a espécie vegetariana costuma roubar pedaços minúsculos de plantas de formigas.

Christopher Meehan, da Universidade do Arizona, e seus colegas analisaram a estrutura química do corpo das aranhas a fim de identificar a fonte de seu alimento. Oswald Schmitz, um especialista da aranha na Universidade de Yale, disse à revista americana The Scientist que essa dieta vegetariana é positiva para esses animais.

- É muito complicado para as aranhas por que o sucesso durante a captura de outros animais como alimentos é bastante baixo.

Meehan conta que uma dieta vegetariana pode também incentivar as aranhas a ter uma cooperação territorial porque famílias inteiras partilham os ninhos onde estão as folhas e os machos defendem esses locais de ataques de formigas.

sábado, 10 de outubro de 2009

Divulgadas as 10 novas espécies mais curiosas de 2008

O Instituto Internacional para a Exploração das Espécies da Universidade do Estado do Arizona(EUA), juntamente com uma comissão internacional de taxonomistas (cientistas encarregados em explorar e identificar as espécies), anunciaram, tal como todos os anos, o 'Top 10' de Novas espécies descritas em 2008. As informações são do jornal El Mundo

A lista inclui algumas espécies que são caracterizadas por um recurso extremo: a menor, mais longa, entre outras características.

Assim fazem parte da lista: um fóssil de peixe que mostra que a viviparidade é antiga; o cavalo-marinho Hippocampus satomiae, encontrado na Indonésia, que é do tamanho de uma ervilha; a palmeira gigante Tahina spectabilis (que morre depois de dar frutos); o inseto mais comprido do mundo, Phobaeticus chani; a Leptotyphlops carlae, menor cobra do mundo encontrada em Barbados; a lesma Selenochlamys ysbryda, encontrada no País de Gales; o caracol da Malásia Opisthostoma vermiculum; o peixe azul Chromis abyssus, originário do Palau; a planta Coffea charrieriana (dos Camarões) e a microbactéria Microbacterium hatanonis.

De acordo com o relatório que acompanha a lista, em 2007 foram descobertas e descritas 18.516 espécies novas para a ciência.

"A comissão internacional de peritos taxonomistas que fez a seleção das 10 espécies a partir de milhares que foram descritas em 2008 quer ajudar a chamar a atenção para a biodiversidade, o campo da taxonomia e para a importância da história, de museus naturais e de jardins botânicos", diz Quentin Wheeler, entomologista e diretor do Instituto Internacional para a Exploração das Espécies da Universidade do Arizona.


O peixe azul (Chromis abyssus), originário do Palau, é um dos destaques da lista


O Phobaeticus chani, inseto mais comprido do mundo



O caracol da Malásia Opisthostoma vermiculum




O cavalo-marinho Hippocampus satomiae




A planta Coffea charrieriana, dos Camarões




A lesma Selenochlamys ysbryda, encontrada no País de Gales




A Leptotyphlops carlae, menor cobra do mundo, que habita Barbados





A microbactéria Microbacterium hatanonis vive em sprays de cabelo




A palmeira gigante Tahina spectabilis (que morre depois de dar frutos)




Fóssil de peixe que confirma os indícios de que a viviparidade (modo de reprodução) é antiga


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Descoberto verme marinho que se acreditava extinto

O  lineus acutifrons  é um verme marinho que possui uma tromba para capturar suas presas Foto: Reprodução

O lineus acutifrons é um verme marinho que possui uma tromba para capturar suas presas
Foto: Reprodução


Pesquisadores espanhóis descobriram nas águas do Parque Nacional das Ilhas Atlânticas, na Galícia, uma espécie de verme marinho que os cientistas acreditavam que estava extinta e que o único registro existente datava de 1913, anunciou nesta segunda-feira a Universidade de Alcalá de Henares, da Espanha.

A nova espécie trata-se de um nemertino chamado lineus acutifrons, um verme marinho que possui uma tromba para capturar suas presas. O autor da descoberta, o pesquisador Juan Junoy, professor do Departamento de Zoologia da instituição, coletou 21 exemplares do animal, que pode alcançar 25 cm de comprimento e possui uma cor roxa brilhante.

"As únicas notícias que se tinham desta espécie partem da descrição em uma praia irlandesa por volta de 1913. Desde então, ela jamais havia sido capturada e o registro foi colocado em dúvida a ponto de ser considerada uma espécie extinta", informou o comunicado da universidade.

Segundo a instituição, o verme é cego e utiliza "receptores químicos para localizar e capturar suas presas". Os nemertinos, como o novo verme descoberto, são evolutivamente os primeiros invertebrados que apresentam um tubo digestivo completo.

Fonte: Terra Chile

sábado, 3 de outubro de 2009

Lagarto-leopardo e mais 162 espécies são descobertas na Ásia

O lagarto  Goniurosaurus catbaensis  tem a pele semelhante a de um leopardo e olhos alaranjados de gato Foto: AFP

O lagarto Goniurosaurus catbaensis tem a pele semelhante a de um leopardo e olhos alaranjados de gato
Foto: AFP


A planta Musa rubinea está entre as 100 novas espécies de flora encontradas ao longo do rio Mekong.



O sapo da espécie Limnonectes megastomias que se alimenta de pássaros e insetos e utiliza suas duas pequenas presas como arma nos combates entre machos na época de acasalamento


A World Wildlife Fund (WWF), ONG que luta pela proteção da vida selvagem, anunciou nesta sexta-feira a descoberta de 163 novas espécies - incluindo um lagarto leopardo e uma rã com presas - na bacia do rio Mekong, no sudeste da Ásia. Entre os achados, estão 100 novas plantas, 28 peixes, 18 répteis, 14 anfíbios, dois mamíferos e uma ave. As informações são do jornal espanhol El Mundo.

A rã da espécie Limnonecter megastomias, descoberta na Tailândia, se alimenta de pássaros e insetos e utiliza suas duas pequenas presas como arma nos combates entre machos na época de acasalamento. No norte do Vietnã, foram descobertos um lagarto (Goniurosaurus catbaensis) com pele semelhante a de um leopardo e olhos alaranjados de gato, uma serpente (Cryptelytrops honsonensis) com a pele listrada e um pássaro (Stachyris nonggangensis) que não voa, preferindo apenas caminhar.

A ONG alerta que somente 5% do habitat destas espécies está intacto e o aquecimento global acelera o risco de extinção da fauna e flora. A região de 4.350 km ao longo do rio Mekong se estende do sudoeste da China pelo Vietnã, Laos, Camboja, Tailândia e Mianmar.


Fonte: Terra Ciência

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Cientistas descobrem nova espécie de cobra-de-duas-cabeças no Cerrado

A construção de uma hidrelétrica no sudoeste de Goiás acabou trazendo à superfície uma nova espécie de cobra-de-duas-cabeças, ou anfisbênio. Esses répteis, que passam a maior parte de sua vida debaixo da terra, ainda são relativamente misteriosos para os biólogos, e sua diversidade ainda é pouco conhecida -- tanto que muitas outras espécies ainda podem estar esperando para serem descobertas.

"Em regiões mais quentes eles parecem ser de difícil acesso, havendo poucos registros de encontros ocasionais para muitas das espécies de anfisbênios. Em lugares nos quais alguns meses do ano são mais frios, é possível encontrá-los mais facilmente perto da superfície para tentar se aquecer. No entanto, obras grandes para construções ou para abertura de áreas para plantio estão revelando animais desconhecidos com frequência no Cerrado e na Caatinga", contou ao site G1 (http://g1.globo.com) a bióloga Síria Ribeiro, doutoranda da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Ribeiro e seus colegas Alfredo Santos-Jr., também da PUC-RS, e Willian Vaz-Silva, da Universidade Federal de Goiás, descreveram formalmente o novo réptil em artigo na revista científica "Zootaxa". A criatura ganhou o nome de Leposternon cerradensis por ser, por enquanto, o primeiro membro de seu gênero, o Leposternon, a ser encontrado apenas no Cerrado. Os pesquisadores ainda não têm dados precisos sobre as profundidades que ele habita, sua dieta (provavelmente composta por pequenos insetos também subterrâneos, como formigas, cupins ou larvas deles) ou mesmo sua distribuição geográfica.

"Normalmente, o que acontece é que, quando a terra está sendo escavada durante determinada obra, os bichos são encontrados. Também pode acontecer de eles subirem à superfície quando o reservatório de uma hidrelétrica está se enchendo", fugindo da água, explica Ribeiro. Por isso mesmo, os biólogos acabam dependendo de um golpe de sorte (ou de azar, levando em conta a bagunça no habitat do animal) para conseguir observar as criaturas.

Foi Vaz-Silva, que acompanhava a construção da Usina Hidrelétrica de Espora no município de Aporé (GO), o responsável por recolher os espécimes da cobra-de-duas-cabeças durante um procedimento de resgate de fauna. "Ele me mandou as fotos e eu logo notei que se tratava de um bicho novo, porque morfologicamente ele é muito diferentes das outras espécies de Leposternon", diz a bióloga da PUC-RS.

Cabeças

Ribeiro explica que "cobra-de-duas-cabeças" está longe de ser um nome popular adequado. "Na verdade a cabeça verdadeira é bem característica. O problema é que as pessoas têm tanto medo de serpentes e assemelhados que não conseguem olhar direito", brinca. Bobabem: para humanos, os anfisbênios são inofensivos. Na verdade, o que confunde o observador casual, diz ela, além da leve semelhança no formato das duas extremidades, é o fato de que a locomoção do animal envolve o movimento de ambas as pontas do corpo, de forma que a cauda pode dar a impressão de ser a cabeça.

A nova espécie tem uma conformação especial da cabeça que faz com que ela funcione como pá, escavando o caminho adiante no subsolo. As principais diferenças do bicho em relação a seus parentes próximos estão em detalhes como as escamas da cabeça, nos chamados poros pré-cloacais e no número de meio-anéis dorsais e ventrais e anéis caudais que recobrem o corpo.

Os poros, como o nome diz, ficam perto da cloaca (abertura que, nos répteis, serve para todas as funções fisiológicas, como expelir urina e fezes e copular). "Não temos dados diretos sobre a função dos poros nessa espécie. Mas, em outros anfisbênios, estudos morfológicos indicaram que eles podem estar relacionados com a comunicação entre indivíduos da mesma espécie e de espécies distintas", diz Ribeiro.

A cor rosada do bicho não significa que ele seja albino, explica ela. "Ainda não sabemos muito a respeito disso, mas o Leposternon cerradensis compartilha com as demais espécies com poros a ausência de coloração escura, e essas espécies estão presentes, principalmente, em áreas abertas, podendo a coloração estar relacionada com o solo utilizado ou até mesmo um determinado ambiente", afirma a bióloga. É mais um mistério ainda não-elucidado sobre os anfisbênios, como o de sua distribuição geográfica -- ninguém sabe se as espécies encontradas num só lugar até hoje, como a nova, são mesmo únicas daquela região ou apenas muito discretas e comuns em outras.

Fonte: g1.globo.com