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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Saiba como é feito o teste de DNA para tirar dúvidas sobre paternidade

Além de ser responsável por definir nossas características físicas, o DNA também serve como uma "impressão digital" – com ele, é possível dizer quem somos, no caso de necessidade de identificação, e de onde viemos, para tirar dúvidas sobre paternidade, por exemplo.

Na realidade, os cientistas ainda não terminaram o mapeamento completo do DNA humano, definindo que parte codifica cada característica. Mas já é possível determinar semelhanças e diferenças apresentadas no código genético de cada pessoa – apenas 1% do DNA varia de um indivíduo para o outro.

Para os testes de paternidade, o DNA, que fica dentro do núcleo de todas as células do corpo humano, é geralmente obtido por meio de amostras de sangue do filho, da mãe e do possível pai – o exame também serve para identificar uma dúvida sobre "maternidade". Cintia Fridman, professora do departamento de medicina legal da Faculdade de Medicina da USP, diz que qualquer material biológico poderia ser usado, mas o sangue é o mais comum.

– Com ele você consegue uma quantidade maior de DNA. Às vezes, você nem precisa tirar da veia: o sangue pode ser retirado da ponta do dedo, com aquela "canetinha" usada para exames de diabetes. Uma boa alternativa é a saliva.

Os trechos usados nesses exames não são genes, ou seja, não trazem a "receita" para a produção de qualquer proteína ou característica física do corpo – esses pedaços podem servir apenas para questões estruturais da própria molécula de DNA, por exemplo. Cintia diz que isso acontece, entre outras razões, por questões éticas.

– Quando alguém vem fazer o teste, ele quer responder a uma pergunta: confirmar se aquela pessoa é, ou não, o pai. Ele não veio fazer prognóstico de doença. Se o exame der uma resposta para alguma doença, gera uma dúvida sobre se é ético ou não transmitir essa informação.

Procedimento

Os técnicos, então, usam substâncias capazes de romper as membranas das células, para coletar o material genético presente nelas. Depois, o DNA passa por um processo de "amplificação", para aumentar a quantidade presente nas amostras. Para fazer o teste, são analisados entre 13 e 19 trechos do DNA que variam bastante de pessoa para pessoa.

As longas cadeias de DNA são formadas por pequenos "tijolinhos", chamados nucleotídeos, que são formados por fosfato, açúcar e bases nitrogenadas de quatro tipos: A (adenina), T (timina), G (guanina) e C (citosina). A ordem em que essas bases aparecem é que determina que tipo de informação está contida no código genético. Uma mesma sequência pode se repetir várias vezes em um trecho do DNA – é nessas repetições que os responsáveis pelo exame ficam de olho.

Eles procuram quantas vezes uma certa sequência se repete em cada trecho. É feita, então, uma comparação entre a quantidade de repetições que aparecem em cada pedaço do DNA do filho e do suposto pai.

É levado em conta também o número de vezes que essa "coincidência genética" acontece, em média, no restante da população. Isso tudo vai gerar um cálculo estatístico sobre a probabilidade de o indivíduo ser, ou não, "pai da criança".

Quase 100%

Como a conta envolve probabilidades, o exame nunca dá 100% de certeza sobre a paternidade, mas chega perto, com índices como 99,999% de a paternidade ser confirmada. No caso negativo, em que não há ligação genética entre duas pessoas, é possível dizer que não há qualquer possibilidade de os indivíduos serem pai e filho.

O mesmo sistema é usado para identificar vítimas de acidentes em que os corpos ficam irreconhecíveis. Nesses casos, as famílias são convidadas para coleta de material genético para a análise.

Fonte R7

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

DNA é "livro de receitas" para desenvolvimento dos seres vivos; saiba mais

Homem tem entre 20 mil e 25 mil genes, mas a maioria ainda precisa ser "desbravada" pelos cientistas.





"Ácido desoxirribonucleico": você pode até não conhecer essa molécula, mas ela está presente em todas as suas células e determina a cor dos seus cabelos, olhos e pele e também a produção de proteínas do seu corpo. Estamos falando do DNA, composto orgânico primordial para que os seres vivos cresçam, sobrevivam e se reproduzam.

A função principal do DNA no corpo é servir como uma espécie de "livro de receitas" para a produção de proteínas. Quando se fala nestes compostos orgânicos as pessoas geralmente fazem uma associação com a alimentação, mas as proteínas são muito mais importantes: elas determinam, entre outras coisas, a aparência de um organismo e também como ele produz energia e combate infecções.

O DNA, que fica alojado no núcleo das células, é formado por compostos químicos simples chamados nucleotídeos, os "tijolos" que formam suas longas cadeias. Esses nucleotídeos são formados por fosfato, açúcar e bases nitrogenadas, divididas em quatro tipos: A (adenina), T (timina), G (guanina) e C (citosina).

A ordem em que essas bases aparecem é extremamente importante, já que isso indica que tipo de informação está contida no DNA – o do arroz e do macaco têm exatamente a mesma composição, mas uma sequência diferente de bases nitrogenadas, e isso gera as diferenças tão evidentes. É como o alfabeto: as mesmas letras podem formar milhões de palavras em centenas de idiomas diferentes.

E os genes, dos quais tanto se fala, são cada sequência específica de bases nitrogenadas que abriga dados sobre como produzir uma certa proteína. Não há um tamanho padronizado de gene – em humanos, essa extensão pode variar entre mil e 1 milhão de bases. Estima-se que o homem tenha entre 20 mil e 25 mil genes, mas isso não é consenso na comunidade científica.

Xerox genética

Uma propriedade importante do DNA é que ele pode ser replicar, fazendo cópias de si mesmo – quando uma célula se divide para formar outras, as novas precisam ser uma cópia exata das antigas. Um erro nesse processo pode gerar problemas como o câncer, quando as células começam a se multiplicar de maneira desordenada.

E os genes têm um papel fundamental na hereditariedade. Isso porque as informações contidas no DNA são transmitidas de geração para geração, por meio da reprodução – todo ser humano possui duas formas de cada gene, uma recebida da mãe e a outra do pai, o que influencia suas características físicas e biológicas.

O DNA também tem importância para identificação das pessoas, apesar de apenas 1% do DNA ser diferente entre uma pessoa e outra – apenas gêmeos univitelinos podem ter o genoma completamente igual. Para fazer essa diferenciação, são usadas geralmente 13 regiões do DNA que diferem bastante na população, e é com base nesses dados que é feita a "impressão genética" de um indivíduo.

Em casos de acidentes em que corpos ficam irreconhecíveis, como no acidente com o voo 447 da Air France, ocorrido em maio deste ano, é feita uma análise genética para determinar a identidade das vítimas.

Apesar dos avanços recentes, hoje ainda se sabe pouco sobre as "receitas" carregadas pelo DNA. Em 2003, foi concluído o Projeto Genoma Humano, que tinha o objetivo de mapear a sequencia de nitrogenadas das células do homem – a ideia básica era "soletrar" os As, Ts, Gs e Cs que compõem o nosso DNA, determinando a posição de aproximadamente 3 bilhões de pares de bases. O projeto, que durou 13 anos, foi coordenado pelo Departamento de Energia e pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, com a participação de institutos em 18 países, incluindo o Brasil.

Agora o homem até conhece as sequencias do DNA, mas ainda falta determinar, por exemplo, onde começa e onde termina cada gene e quais são suas funções no corpo. Hoje se conhece essas características para alguns genes, mas não todos.

Mas já há serviços que exploram a curiosidade das pessoas a respeito de sua genética. A empresa norte-americana 23andMe, por exemplo, oferece um sistema para que o usuário possa decifrar seu DNA e relacionar essas informações com pesquisas sobre o assunto. Funciona assim: por meio da saliva, a empresa decodifica partes do genoma do cliente e coloca essas dados em uma página na internet.

Depois disso, se a pessoa vê que cientistas detectaram um gene relacionado a um tipo de câncer, por exemplo, ela pode averiguar qual sua condição em relação a essa parte do DNA, descobrindo como aquela informação se aplica a ela. Também é possível comparar seus genes com os de familiares e amigos que também forem usuários do serviço, que custa US$ 399 (R$ 740) e está disponível nos Estados Unidos, Canadá e países da Europa, mas não no Brasil.



Fonte:

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Como interpretar um exame de HEMOGRAMA COMPLETO?

Quando recebemos o resultado do HEMOGRAMA vimos uma série de número e nomes estranhos. Vou tentar explicar o mais simplificadamente possível do que se trata cada um deles. Lembrando que, ninguém melhor que seu médico para explicar e orientar sobre medicamentos e diagonose de doenças.

O hemograma é um exame que analisa as variações quantitativas e morfológicas dos elementos figurados do sangue. Os médicos pedem esse exame para diagnosticar ou controlar a evolução de uma doença como anemia e infecções de diversos tipos.

———————–SÉRIE VERMELHA———————

Geralmente a primeira parte do Hemograma é a série vermelha (Eritrograma) onde são avaliados os números de hemácias e a concentração de hemoglobina. Geralmente, encontram-se os seguintes itens no exame:



HEMÁCIAS: São os glóbulos vermelhos, os valores normais variam de acordo com o sexo e com a idade (todo laborátorio coloca os valores de referência no próprio resultado de exame). Valores baixos de hemácias podem indicar um caso de anemia normocítica (aquela que as hemácias tem tamanho normal, mas existe pouca produção dessas células), valores altos são chamados de eritrocitose e podem indicar policitemia (oposto da amenia, pode aumentar a espessura do sangue, reduzindo a sua velocidade de circulação).

HEMOGLOBINA é uma proteína presente nas hemácias. É um pigmento que dá a cor vermelha ao sangue e é responsável pelo transporte de oxigênio no corpo. A hemoglobina baixa causa descoramento do sangue, palidez do paciente, e falta de oxigênio em todos os órgãos.

HEMATÓCRITO é a porcentagem da massa de hemácia em relação ao volume sanguíneo. Valores baixos podem indicar uma provável anemia e um valor alto também pode ser um caso de policitemia.

VCM (Volume Corpuscular Médio): Ajuda na observação do tamanho das hemácias e no diagnóstico da anemia. No exame pode vir escrito: microcíticas (indica hemácias muito pequenas), macrocíticas (hemácias grandes). Todas essas alterações indicam que algo está errado.

HCM (Hemoglobina Corpuscular Média): é o peso da hemoglobina dentro das hemácias. Também ajudam a decifrar casos diferentes de anemias.

CHCM (concentração de hemoglobina corpuscular média): é a concentração da hemoglobina dentro de uma hemácia. Pode vir escrito: hipocrômica (pouco hemoglobina na hemácia), hipercrômica (quantidade de hemoglobina além do normal).

———————–SÉRIE BRANCA———————

A segunda parte do hemograma é a série branca (leucograma) é constituída pelos glóbulos brancos. Nesta parte, acontece a avaliação do número de leucócitos, além disso, é feita a diferenciação celular.

LEUCÓCITOS: É o valor total dos leucócitos no sangue. Valores altos, é chamado leucocitose e assinala, principalmente, uma infecção. Claro, mas também pode indicar outras doenças. Quando essa contagem dá mais baixa que o normal (leucopenia) indica depressão da medula óssea, resultado de infecções virais ou de reações tóxicas. Os leucócitos são diferenciados em cinco tipos no hemograma. Seus valores colaboram para esclarecer e diagnosticar doenças infecciosas e hematológicas.

Basófilos: Em um indivíduo normal, só é encontrado até 1%, além desse valor indica processos alérgicos.
Eosinófilos: Seu número além do normal, indica casos de processos alérgicos ou parasitoses.
Neutrófilos: É a célula mais encontrada em adultos. Seu aumento pode indicar infecção bacteriana, mas pode estar aumentada em infecção viral.
Linfócitos: É a célula predominante nas crianças. Em adultos, seu aumento pode ser indício de infecção viral ou, mais raramente, leucemia.
Monócitos: Quando estão aumentados indica infecções virais. Os valores são alterados também, após quimioterapia.

CONTAGEM DE PLAQUETAS: As plaquetas são componentes do sangue fabricados pela medula óssea responsáveis pela coagulação do nosso sangue. É por isso que a queda brusca do valor das plaquetas pode indicar a dengue hemorrágica.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Extração de DNA de morango

Material necessário:

· Morangos
· Saco plástico
· Copo transparente
· Filtro de papel
· Coador
· Detergente
· Sal
· Álcool gelado
· Palito de madeira
· Água morna


Como fazer?

1 Retire as folhas e os cabos de 3 ou 4 morangos e coloque os morangos dentro de um saco plástico. Feche o saco e os amasse bem.


2 Adicione uma colher de chá de detergente, uma pitada de sal e um pouco de água morna aos morangos amassados no saco. Amasse mais e misture tudo muito bem.



3 Passe a mistura pelo coador com filtro de papel para dentro de um copo transparente.


4 Adicione álcool gelado ao suco de morango que se encontra agora dentro do copo. Coloque mais ou menos o dobro de álcool em relação à mistura de morango.


5 Mexa a solução e aguarde um pouco. Você verá se formar uma “nuvem branca” na solução. Aí está o DNA!


6 Puxe o DNA como um palito.


Sugestões: Tente fazer a extração de DNA usando outras frutas ou pode-se usar cebola.



Fonte: http://www.cienciaviva.org.br