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quarta-feira, 3 de março de 2010

Exposição a pesticida muda sexo de rãs


Um estudo publicado nesta semana verificou que a exposição a um pesticida comum pode levar rãs do sexo masculino a mudarem de sexo, tornando-as capazes de se relacionarem com outros machos e a botarem ovos viáveis.

O estudo, publicado pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, se concentrou sobre o herbicida atrazina, amplamente usado em plantações de milho e cana-de-açúcar há várias décadas.

Segundo os pesquisadores da Universidade da Califórnia as rãs macho expostas ao pesticida sofreram com redução de testosterona, diminuição do tamanho das glândulas reprodutoras, desenvolvimento feminizado da laringe, supressão do comportamento de reprodução, redução da produção de espermatozoides e queda na fertilidade.

Em 10% das rãs estudadas, houve uma mudança completa de sexo após a exposição ao químico. Estudos anteriores com pássaros, peixes, camundongos e mesmo rãs já haviam identificado o desenvolvimento de indivíduos hermafroditas (características de ambos os sexos) após a exposição a pesticidas, mas esta é a primeira vez que um estudo verifica uma mudança de sexo total.

Segundo o pesquisador Tyrone Hayes, coordenador do estudo, os resultados podem ajudar a explicar o declínio da população de rãs em todo o mundo.

Críticas
O estudo foi questionado pela indústria química suíça Syngenta, uma das principais fabricantes do pesticida. Segundo a companhia, outras pesquisas teriam comprovado que o uso da atrazina não traz efeitos danosos para animais ou para pessoas.

A União Europeia proibiu a atrazina em 2004, mas o químico ainda é usado em países como o Brasil e os Estados Unidos.

Segundo os pesquisadores, o pesticida é o contaminante mais comumente encontrado no solo e na água nos Estados Unidos.

A agência americana de proteção ambiental (EPA, na sigla em inglês) anunciou em outubro uma revisão dos impactos do uso da atrazina sobre o ambiente.

Desenvolvimento
A pesquisa da Universidade da Califórnia analisou o desenvolvimento de 40 rãs africanas com cromossomos masculinos, desde a fase em que eram girinos, expostas a água com uma concentração de atrazina ainda dentro do limite considerado seguro pela EPA.

Esse grupo de rãs foi comparado com outro grupo de controle, também com 40 rãs do sexo masculino, desenvolvidas em água sem nenhum traço de atrazina.

Entre as rãs desenvolvidas na água com o pesticida, 10% se tornaram “fêmeas funcionais”, capazes de copular com machos e botar ovos viáveis.

Os outros 90%, apesar de terem mantido características básicas do sexo masculino, apresentaram baixos níveis de testosterona e fertilidade.

Segundo os pesquisadores, esses machos tiveram um menor índice de sucesso na competição com outros machos não expostos à atrazina na competição pela atração de fêmeas.

Uma possível explicação para o fenômeno, segundo Hayes, é que a atrazina absorvida pelas rãs seria capaz de ativar um gene normalmente inativo em rãs do sexo masculino.

Isso produziria uma enzima com a capacidade de converter o hormônio masculino testosterona no hormônio feminino estrogêneo.

Fonte: Reino Aquatico

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

POR QUE OS CACHORROS CHEIRAM O RABO UNS DOS OUTROS?

Acho que esse é uma dúvida muito frequente, e vocês não acreditar, mas já me perguntaram isso diversas vezes! Bem praticamente tudo o que um cão precisa saber de outro está no ânus. Naquela região se encontram as glândulas anais, que produzem um líquido de cor castanha de cheiro forte. Parece nojento (e é nojento, ecaaa!), mas o odor fornece a outros cachorros informações importantes, como a raça, se é macho ou fêmea e, especialmente, o estado de espírito do animal.

O cheiro exalado pelo ânus do cão, funciona como se fosse uma espécie de carteira de identidade. A comunicação canina é feita pelo olfato de duas maneiras: pela eliminação de aromas específicos nas fezes, urina ou secreções glandulares e também pelo cheiro de seu próprio corpo. Essa comunicação usa mensagens químicas chamadas de feromônios.

Cachorros muito submissos tapam completamente suas glândulas anais, para evitar que os outros sintam seu cheiro. É por isso que esses cães saem por aí literalmente "com o rabo entre as pernas" dando origem inclusive, ao famoso ditado popular! E o contrário também é verdadeiro: quando um cão deseja demonstrar autoridade, levanta o rabo para exalar mais cheiro e assinalar: "Sou o dono do pedaço!".

Quando um cão cheira o rabo do outro é como se estivesse perguntando: "Ei, quem é você?"

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Tartaruguinha siamesa


Animal da espécie tigre d'água foi encontrado na natureza por um coletor de animais.
Loja de animais cuida do quelônio, que provavelmente seria predado em seu habitat.

Uma tartaruguinha da subespécie tigre-d'água-americano (Trachemys scripta elegans) surpreendeu o dono de um aquário na cidade de East Norriton (Pensilvânia, Estados Unidos). Ela foi encontrada na natureza por um coletor de animais exóticos e parece ser um caso de "gêmeos siameses" entre répteis, com duas cabeças e quatro patas dianteiras.

O animal, apesar de saudável, provavelmente morreria em seu habitat natural, porque nada de forma estranha e viraria um alvo fácil para predadores, diz Jay Jacoby, gerente do Big Al's Aquarium Supercenter, em East Norriton. Ele disse que sua loja vai manter o animal em exposição para os visitantes.

O bicho tem apenas dois meses e possui só um par normal de patas traseiras, além de uma cauda única. Ainda não recebeu nome. A espécie pode viver entre 15 anos e 20 anos, segundo Jacoby.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

POR QUE AO TAPAR O NARIZ NÃO SENTIMOS GOSTO DA COMIDA?

É isso, parece incrível, mas nosso paladar é limitado a apenas 5 ou 6 gostos diferentes (doce, salgado, ácido, amargo, etc...) o resto é tudo cheiro!!!! Sim... Chocolate, pêra, maçã, batata frita e tantos outros sabores são construídos pelo cérebro a partir dos cheiros que os alimentos exalam, ou seja, moléculas dos alimentos sobem ao nariz enquanto a comida está na boca sendo mastigada.

Bom, tudo é culpa do de uma parte do córtex cerebral. Os neurônios dessa região combinam sinais de olfato, do paladar e ainda do tato (é preciso conhecer a textura do alimento, se está quente ou frio etc..). Das milhares de combinações possíveis, nascem o que chamamos de sabores! É por isso que quando estamos gripados, com nariz entupido, não sentimos o sabor da comida, pois só nos restam o tato (quente, frio, cru, ralado, etc) e o gosto (amargo, doce, azedo, etc).

Mas então para que serve o paladar, se ele não é tão importante para formar o sabor? A função do paladar é detectar sais, açúcares, íons de hidrogênio, aminoácidos, etc... e enviar essa informação para o hipotálamo (estrutura que regula o funcionamento do corpo), partindo da informação recebida, o hipotálamo se encarrega de ir preparando a digestão com antecedência. E isso funciona tão bem, que até hoje você não tinha notado a verdadeira função do paladar e muito menos a importância do olfato.

Quando você sente vontade de comer algo doce, ou salgado, significa que o hipotálamo detectou a deficiência de determinados ácidos, aminoácidos ou sais presentes nesses alimentos!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

AS CORCOVAS DOS CAMELOS ARMAZENAM ÁGUA?

De jeito nenhum! Na verdade, aquela corcova do camelo é um monte de gordura. Isso mesmo, e um camelo saudável e bem alimentado, pode ter uma corcova de até 35Kg! Nós, seres humanos e a maioria dos outros animais armazenam suas gorduras misturadas com o tecido muscular ou em uma camada logo abaixo da pele. Os camelos, possuem a maioria da sua gordura acumulada na corcova.

A corcova permite que o camelo possa sobreviver por um período bem longo de até duas semanas sem precisar se alimentar. Devido ao fato de normalmente os camelos viverem no deserto, onde a comida é escassa em longas distâncias, isso é imprescindível.

Um camelo precisa de cerca de 20 litros de água por dia no verão. Entretanto, um camelo pode perder até 100 litros de água de seus tecidos corporais sem que essa perda lhe cause maiores problemas. Uma coisa que um camelo pode fazer por conservar água é suportar grandes oscilações de temperaturas do corpo. Um camelo pode começar o dia a 35ºC e deixar que sua temperatura suba até 40ºC. No caso dos seres humanos um aumento de temperatura tão alevado pode indicar uma doença. Conseguem perceber a vantagem?

Um camelo adulto pesa entre 318 a 680 kg e tem até 2,1 metros de altura e podem viver até a idade de cinqüenta anos !

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Rabo humano ou rabo vestigial

Sim, é verdade. Embora seja bastante rara, com cerca de 100 casos documentados na literatura da medicina, existe também essa anomalia. Trata-se de bebês que nascem com uma cauda (rabinho mesmo) bem desenvolvido, formado ainda durante a gestação.

Mas como isso acontece? Na verdade, não se sabe ao certo, mas sabemos que nossos ancestrais hominídeos tinham rabo e com a evolução esta estrutura foi perdida e isso aconteceu bem antes de se tornarem bípedes (andam em duas patas, ou pés). Hoje em dia temos genes que são encarregados de produzir a morte celular das células que estavam destinadas a formar o rabo e isso já vem acontecendo a milhares de anos. Acredita-se que de alguma forma, ocorre nessas pessoas uma mutação destes genes e aquelas células não são destruídas e acabam formando o rabinho!

No entanto, há dois tipos de rabo humano: o falso rabo e o rabo humano verdadeiro, muito mais raro. O falso rabo não tem ossos nem cartilagem, é pele e gordura. Porém, o rabo humano verdadeiro tem nervos e músculos e, às vezes, até cartilagens ou vértebras. Neste caso, o rabinho possui uma musculatura associada as vértebras que permite seu movimento.

Em 2002, nasceu um bebê na India com rabo vestigial, pessoas acreditaram ser uma reencarnação de um Deus Hindu. O bebê de apresentava uma cauda de mais de 10 cm aos 11 meses.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Cientistas dizem que antenas de borboletas funcionam como GPS

Sensores naturais usam como referência a luz do sol e guiam animais.




Reuters
Foto por Reuters
O experimento mostrou que as borboletas têm sensores no cérebro e nas antenas responsáveis por guiar seu voo dos Estados Unidos ao México

Cientistas americanos anunciaram nesta quinta-feira (24) a descoberta de que milhares de borboletas que anualmente migram dos Estados Unidos para o México faem de suas antenas uma espécie de GPS - sistema de posicionamento global que permite identificar as coordenadas geográficas.

Os animais usam como referência a luz solar e a partir de sensores naturais chamados relógios cicardianos localizados no cérebro conseguem estimar a hora do dia e a posição do sol, o que permite encontrar o sul. A novidade é que os mesmos sensores estão loocalizados nas antenas.

Steven M. Reppert, neurobiologista da Escola de Medicina da Universidade de Massachusetts, diz que a descoberta fornece informações que poderão ser usadas em outras pesquisas.

- Esse inseto vai nos ensinar como o cérebro humano funciona e dará pistas sobre os relógios antenais de outros animais que também dependem do sol como abelhas e formigas.

Para descartar a hipótese de que os relógios cicardianos não estão apenas no cerébro, os cientistas seguraram as borboletas delicadamente pelas asas e mergulharam suas antenas em esmalte. As que tiveram as antenas esmaltadas em preto perderam a noção da direção sul. As que receberam esmalte transparente conseguiram voar normalmente pela rota de costume.

Com isso, os pesquisadores comprovaram que o olfato não está ligado ao mecanismo de orientação, pois qualquer tipo de esmalte tem o poder de bloquear esse sentido.

sábado, 26 de setembro de 2009

Pescador de Vitória encontra cação de duas cabeças

Filhote estava na barriga da mãe, de 80 quilos, fisgada no Rio de Janeiro.
Peixe virou atração na Colônia de Pescadores da Praia do Suá, em Vitória.

O pescador Manoel de Jesus Santos, 42 anos, fisgou uma fêmea de cação pesando 80 quilos no litoral do Rio de Janeiro, no domingo (13). O detalhe é que ela estava prenha de nove filhotes e um deles tinha duas cabeças.

O peixe virou sensação na chegada de Santos à Colônia de Pescadores, na Praia do Suá, em Vitória, nesta sexta-feira (25). Ele tinha saído da capital do Espírito Santo, no dia 1º de setembro, com o barco Santa Odete para a pescaria.

O filhote de cação de duas cabeças foi descoberto durante a limpeza dos peixes. A pescaria rendeu, ao todo, 50 cações. Dos nove filhotes, oito deles estavam vivos e já prontos para nascer. Apenas o de duas cabeças estava morto.




FONTE: G1.com

terça-feira, 23 de junho de 2009

O CAVALO TEM AR-CONDICIONADO PARA NEURÔNIOS

Depois de horas de galope, o sangue de um cavalo esquenta tanto que teoricamente poderia danificar as células de seu cérebro.

Uma nova pesquisa revelou que o eqüino evita o superaquecimento dos neurônios com um curioso sis­tema de refrigeração, feito de bolsas de ar. Para chegar a essa conclusão, cientistas dinamarqueses e canaden­ses implantaram pequenos termômetros nas artérias carótidas dos animais antes e depois da passagem de­las pelas bolsas.

Perceberam que, ao atravessar os sacos de ar, o sangue esfria até 2°C e pode alcançar o cérebro sem causar dano. Esse ar-condicionado não é privilegio dos cavalos. "Outros animais, como pequenos morcegos, usam o mesmo mecanismo para abaixar a temperatura do sangue", afirmou o veterinário Jonathan Naylor, da Universidade de Saskatchewan, no Canadá, um dos au­tores do estudo.




(Extraído da revista Superinteressante, ano 14, n" 4, abril de 2000)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Rãs à beira da extinção

É uma coisa rara testemunhar a extinção de uma classe inteira de animais. Não estávamos presentes para ver os dinossauros desaparecerem e o dodô foi apenas uma espécie de pássaro extinta - não é como todos os pássaros que lentamente desaparecem. Mas de acordo com muitos cientistas conservacionistas, é exatamente o que os anfíbios estão enfrentando: rãs e outros animais da classe dos anfíbios estão em vias de extinção, a menos que a comunidade conservacionista aja imediatamente.

frogNational Geographic/Getty Images
Estima-se que as rãs perderam 170 espécies apenas nos últimos 10 anos

A classe dos anfíbios em geral (as rãs são somente o grupo mais populoso da classe, que também inclui as salamandras e as cecílias) esteve realmente em declínio por algum tempo. Poluição, aquecimento global e destruição do habitat em conseqüência do desenvolvimento humano já cobraram um tributo pesado. As rãs, em particular, foram quem mais sofreram com isso, e estima-se que perderam 170 espécies apenas nos últimos 10 anos, com outras 1.900 em situação de ameaça, que é um degrau abaixo da designação de perigo de extinção (o que significa extinção iminente). Mas apenas parte da destruição é artificial. Um fungo identificado na última década parece estar acelerando exponencialmente a morte da população mundial de rãs.

O chytrid fungus cobre a pele das rãs e torna seus poros não funcionais. Como as rãs contam com a pele porosa para hidratação e parte da respiração, o fungo essencialmente corta o suprimento de água e torna difícil a respiração, tornando inevitável a morte por desidratação.

Os cientistas acreditam que esse fungo pode ter começado a se espalhar pelo mundo nos anos 40, quando as rãs africanas de garras - uma das únicas espécies reconhecidas como imunes aos efeitos do fungo - foram transportadas para todo o mundo para uso em pesquisa médica, especialmente em testes de gravidez. As rãs africanas põem ovos quando injeta-se nelas a urina de uma humana grávida. É possível que o fungo africano tenha então começado a atacar outras populações de rãs que não eram imunes a ele. A descoberta do chytrid fungus e seus efeitos devastadores na população de anfíbios levou ao desenvolvimento de um projeto de 500 milhões de dólares chamado Amphibian Ark, ou a Arca dos anfíbios).

A Arca dos anfíbios apela a todos os zoológicos, jardins botânicos e aquários ao redor do globo para que cada um recolha 500 membros de pelo menos uma espécie da classe dos anfíbios. O zôo deve limpar cada animal para se certificar de que o fungo não atacará a população protegida. Depois disso, deve isolar a população. A idéia é salvar membros de cada uma das aproximadamente 6.000 espécies remanescentes até que a ciência encontre um meio de deter a propagação do chytrid fungus na natureza.

Assim que o fungo for controlado, os zôos libertarão as rãs, salamandras e cecílias de volta na natureza. Os conservacionistas vêem a ação protetora como um passo absolutamente necessário para garantir que as futuras gerações saibam como é o som de uma rã, que a América do Sul não fique infestada de mosquitos portadores de doenças, e que remédios que salvam vidas continuem a ser extraídos de rãs. Os analgésicos contam com as rãs para pelo menos um ingrediente ativo e pesquisadores da AIDS encontraram uma substância química nas rãs que parece ter efeito anti-HIV.

Há rumores que dois terços das várias espécies de anfíbios na América Central e do Sul desapareceram. A rã de perna amarela da montanha quase desapareceu do Parque Nacional Yellowstone e a maioria dos membros remanescentes da espécie no parque tem o fungo. Em janeiro de 2007, o Japão encontrou os primeiros casos do fungo em sua população de rãs.

Fonte: HowStuffWorks

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Cientistas descobrem nova espécie de cobra-de-duas-cabeças no Cerrado

A construção de uma hidrelétrica no sudoeste de Goiás acabou trazendo à superfície uma nova espécie de cobra-de-duas-cabeças, ou anfisbênio. Esses répteis, que passam a maior parte de sua vida debaixo da terra, ainda são relativamente misteriosos para os biólogos, e sua diversidade ainda é pouco conhecida -- tanto que muitas outras espécies ainda podem estar esperando para serem descobertas.

"Em regiões mais quentes eles parecem ser de difícil acesso, havendo poucos registros de encontros ocasionais para muitas das espécies de anfisbênios. Em lugares nos quais alguns meses do ano são mais frios, é possível encontrá-los mais facilmente perto da superfície para tentar se aquecer. No entanto, obras grandes para construções ou para abertura de áreas para plantio estão revelando animais desconhecidos com frequência no Cerrado e na Caatinga", contou ao site G1 (http://g1.globo.com) a bióloga Síria Ribeiro, doutoranda da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Ribeiro e seus colegas Alfredo Santos-Jr., também da PUC-RS, e Willian Vaz-Silva, da Universidade Federal de Goiás, descreveram formalmente o novo réptil em artigo na revista científica "Zootaxa". A criatura ganhou o nome de Leposternon cerradensis por ser, por enquanto, o primeiro membro de seu gênero, o Leposternon, a ser encontrado apenas no Cerrado. Os pesquisadores ainda não têm dados precisos sobre as profundidades que ele habita, sua dieta (provavelmente composta por pequenos insetos também subterrâneos, como formigas, cupins ou larvas deles) ou mesmo sua distribuição geográfica.

"Normalmente, o que acontece é que, quando a terra está sendo escavada durante determinada obra, os bichos são encontrados. Também pode acontecer de eles subirem à superfície quando o reservatório de uma hidrelétrica está se enchendo", fugindo da água, explica Ribeiro. Por isso mesmo, os biólogos acabam dependendo de um golpe de sorte (ou de azar, levando em conta a bagunça no habitat do animal) para conseguir observar as criaturas.

Foi Vaz-Silva, que acompanhava a construção da Usina Hidrelétrica de Espora no município de Aporé (GO), o responsável por recolher os espécimes da cobra-de-duas-cabeças durante um procedimento de resgate de fauna. "Ele me mandou as fotos e eu logo notei que se tratava de um bicho novo, porque morfologicamente ele é muito diferentes das outras espécies de Leposternon", diz a bióloga da PUC-RS.

Cabeças

Ribeiro explica que "cobra-de-duas-cabeças" está longe de ser um nome popular adequado. "Na verdade a cabeça verdadeira é bem característica. O problema é que as pessoas têm tanto medo de serpentes e assemelhados que não conseguem olhar direito", brinca. Bobabem: para humanos, os anfisbênios são inofensivos. Na verdade, o que confunde o observador casual, diz ela, além da leve semelhança no formato das duas extremidades, é o fato de que a locomoção do animal envolve o movimento de ambas as pontas do corpo, de forma que a cauda pode dar a impressão de ser a cabeça.

A nova espécie tem uma conformação especial da cabeça que faz com que ela funcione como pá, escavando o caminho adiante no subsolo. As principais diferenças do bicho em relação a seus parentes próximos estão em detalhes como as escamas da cabeça, nos chamados poros pré-cloacais e no número de meio-anéis dorsais e ventrais e anéis caudais que recobrem o corpo.

Os poros, como o nome diz, ficam perto da cloaca (abertura que, nos répteis, serve para todas as funções fisiológicas, como expelir urina e fezes e copular). "Não temos dados diretos sobre a função dos poros nessa espécie. Mas, em outros anfisbênios, estudos morfológicos indicaram que eles podem estar relacionados com a comunicação entre indivíduos da mesma espécie e de espécies distintas", diz Ribeiro.

A cor rosada do bicho não significa que ele seja albino, explica ela. "Ainda não sabemos muito a respeito disso, mas o Leposternon cerradensis compartilha com as demais espécies com poros a ausência de coloração escura, e essas espécies estão presentes, principalmente, em áreas abertas, podendo a coloração estar relacionada com o solo utilizado ou até mesmo um determinado ambiente", afirma a bióloga. É mais um mistério ainda não-elucidado sobre os anfisbênios, como o de sua distribuição geográfica -- ninguém sabe se as espécies encontradas num só lugar até hoje, como a nova, são mesmo únicas daquela região ou apenas muito discretas e comuns em outras.

Fonte: g1.globo.com

terça-feira, 12 de maio de 2009

Borboletas, seres lindos e que causam curiosidade!

Saiba um pouco sobre a vida de uma borboleta!



A vida das borboletas é só voar, o que consome muita energia. Para obtê-la, as borboletas bebem o néctar das flores, coletado graças a um grande esforço realizado no vôo. O que, de novo, gasta muita energia. E, mesmo quando em repouso, elas estão sempre se preparando para voar, mantendo os músculos das asas suficientemente aquecidos.

Mas voar não é só uma questão de diversão para as borboletas e suas asas coloridas não são só acessórios para serem exibidos. Tudo está ligado à reprodução de um jeito ou de outro. As borboletas usam as cores das asas como camuflagem e como aviso aos predadores, o que as ajuda a permanecer vivas o bastante para se reproduzirem. Elas também utilizam os formatos e a cores das asas para identificar, e às vezes para impressionar um parceiro.

Encontrar um parceiro e se reproduzir são geralmente os últimos acontecimentos da vida de uma borboleta. Muitas vivem somente o suficiente para iniciar uma nova geração de borboletas. Outras, apenas para migrar por milhares de quilômetros ou hibernar durante o inverno. Mas no fim da jornada ou no início da primavera, as atividades das borboletas continuam as mesmas. Elas acasalam, as fêmeas botam ovos e os adultos morrem. Dos ovos saem lagartas que se desenvolvem e viram as mesmas borboletas de vida curta.

Anatomia da borboleta:

Além da probóscida, um tubo comprido parecido com um canudo de beber, muitos dos órgãos sensoriais de uma borboleta estão localizados na cabeça. São eles:
  • olhos complexos, que são bons para detectar cores e movimentos próximos;
  • antena móvel e segmentada, que possui órgãos nas pontas para a detecção de odores e estruturas para sentir a direção da borboleta e a posição na base;
  • palpos labiais na base da boca, que ajudam a borboleta a decidir o que é ou não alimento.

Nem todos os órgãos sensoriais de uma borboleta, no entanto, estão localizados na cabeça.
Na extremidade de cada uma das seis pernas, todas elas anexadas ao tórax, existem órgãos que a borboleta usa para encontrar alimento. Quando a perna do inseto toca uma boa fonte de alimento, um reflexo faz a probóscida se desenrolar. Isso permite que ela capture e engula a comida, que é digerida no abdômen (local onde estão localizados também os órgãos reprodutores).

Os recursos anatômicos mais dramáticos da borboleta, porém, são suas asas. Elas são feitas de um material extremamente fino e transparente chamado quitina, esticado sobre uma série de estruturas parecidas com veias. As asas dianteiras estão mais próximas da cabeça da borboleta e são triangulares. Já as asas traseiras se localizam perto da cauda e possuem um formato de leque ou concha do mar.



As cores e os padrões vêm das camadas de minúsculas escamas, que, em princípio podem ser comparadas com as escamas dos peixes. Mas, na verdade, são estruturadas que se parecem mais com minúsculos e curtos fios de cabelo. Essas escamas protegem as asas e fornecem aquecimento. Geralmente, as que ficam na parte de cima das asas da borboleta têm cores vivas, enquanto que as da parte de baixo possuem padrões de camuflagem.

No início, as asas são molhadas e enrugadas. A borboleta precisa esticá-las e secá-las assim que emerge da crisálida. Para fazer isso, ela usa o corpo como uma bomba e força seus fluídos através de uma série de veias tubulares. É como encher um balão: enquanto as veias se enchem de líquido, elas vagarosamente esticam a superfície das asas.

Isso é apenas uma das coisas que a borboleta precisa fazer assim que emerge para se preparar para uma vida repleta de vôos. Ela também tem que se livrar do lixo produzido durante a transformação e dos restos de sua última refeição como lagarta. Esse lixo é conhecido como mecônio e tem uma cor vermelha intensa, como sangue. Então, a borboleta precisar limpar totalmente todos seus órgãos sensoriais para encontrar alimento. Finalmente, ela terá que colocar a probóscida para trabalhar. Quando a borboleta emerge, a sua probóscida possui duas partes separadas que se juntam com pequenos ganchos e franjas. Ela precisa então enrolar as duas metades da probóscida para criar um tubo de alimentação.

O nome científico da ordem das borboletas,
Lepidoptera, significa "asas de escamas.”



Fonte:hswuol

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Qual é a força da mordida de um tubarão?

Os seres humanos sentem uma fascinação meio mórbida diante de ataques de tubarões. A internet está repleta de sites que exibem fotos horríveis e histórias apavorantes de pessoas que foram atacadas por tubarões. O filme "Tubarão" certamente não ajudou a imagem dos tubarões aos olhos dos setes humanos, já que o personagem-título atacava impiedosamente uma cidadezinha em uma ilha na costa da Nova Inglaterra. Ainda que os espectadores tentassem desviar o olhar, "Tubarão" se tornou o 40° filme na lista de maiores bilheterias de todos os tempos nos Estados Unidos.

A idéia de ser atacado por um tubarão é horrível. Não estamos simplesmente falando do fato de que a pessoa pode ser comida vida, mas também de os ataques aconteceram no vasto e incógnito mar. No entanto, histórias sobre ataques por tubarões também podem ser inspiradoras. O caso de Bethany Hamilton serve como exemplo. Em 2003, a surfista de 13 anos, uma jovem estrela do esporte, estava pegando ondas em Kauai, no Havaí, quando um tubarão mordeu seu braço e o arrancou pouco abaixo do ombro [fonte: CNN - em inglês].

Ela não se deixou atemorizar pelo ataque e continuou surfando; hoje também participa de competições de snowboard.

Histórias como a de Hamilton e as de outras vítimas de ataques de tubarões capturam nossa imaginação. Elas resultam em grandes manchetes, mas na verdade a chance de ser morto ou ferido em um ataque de tubarão é na verdade inferior à de ser morto por um relâmpago ou se ferir caindo de uma escada [fonte: Universidade da Flórida].


Qual é a força da mordida de um tubarão?
© istockphoto.com / Bart Coenders


Ainda assim, não conseguimos evitar o fascínio que os ataques de tubarões nos causam. Talvez sejam as imensas mandíbulas, repletas de dentes vorazes. Ao olhar a mandíbula de um tubarão, dá a impressão dele ser capaz de mastigar um carro. Mas qual exatamente é a força de uma mordida de tubarão?

Na verdade, a imagem de um tubarão capaz de destruir a mordidas qualquer coisa que ele encontre não tem fundamento. As mordidas dos tubarões não são tão fortes quando imaginamos.

Por muitos anos, os relatos sobre a força das mordidas de tubarões eram em larga medidas incidentais e qualititativos. Baseados em relatórios de ataques por predadores como o tubarão touro, o branco e o tigre, sabemos que muitas espécies mordem com força suficiente para atravessar o corpo humano. Mas não havia dados suficientes associados a essa informação. O primeiro teste a quantificar a pressão exercida por uma mordida de tubarão foi conduzido em 1965 por dois pesquisadores que criaram uma escala consistindo de um tubo sólido de alumínio revestido de PVC, com rolamentos de esfera inseridos em torno da porção externa da engenhoca [fonte: Martin].

Tory Belleci, of Discovery Channe's
Copyright Discovery Communications, LLC
Tory Belleci, do programa "MythBusters", do Discovery Channel, testa a força de uma mordida de tubarão (mecânico)

Os pesquisadores envolveram o aparelho em carne de cavalas e a usaram para alimentar tubarões limão, tigre e pardo. Depois de calcular a profundidade a que os tubarões haviam empurrado os rolamentos de esferas contra o tubo ao morder a carne, os cientistas conseguiram estimar a força de cada mastigada. Concluíram que os tubarões pardos tinham a mordida mais forte - eles exerciam cerca de 12,2 kg de força [fonte: Martin].

Já que as diferentes espécies se adaptaram a comer diversos tipos de alimento, a força de suas mordidas deve, logicamente, ser diferente. Alguns tubarões, como o tubarão-baleia (o maior entre as espécies de tubarão), têm milhares de dentes mas já não os usam. Os tubarões-baleia em lugar disso desenvolveram uma membrana que filtra plâncton e pequenos peixes e os deixa chegar diretamente ao estômago. Outros tubarões, como o tubarão-chifrudo, estão adaptados a durofagia - comer animais de casca dura, esmagando e rompendo suas cascas com a força de seus dentes e mandíbulas.

Na Universidade do Sul da Flórida (USF), pesquisadores de tubarões usam um transdutor de força para medir a força de uma mordida. Eles constataram que os tubarões de focinho negro (com cerca de 1,5 metro de comprimento) podem produzir 110,5 kg de força na traseira de suas mandíbulas, enquanto os tubarões chifrudos produzem 34,5 kg de força [fonte: USF].

Isso não parece muito forte, já que um estudo de 1995 constatou que a força média de mordida para 22 raças comuns de cachorro fica pouco abaixo dos 26 kg [fonte: Lindner, et al]. Mas, e quanto aos grandalhões, os tubarões-tigre, touro e branco? Na verdade são os seus dentes que causam o maior estrago. A maioria dos pesquisadores de tubarões conclui que é por isso que o número de mortes em ataques por tubarões-brancos é tão desproporcionalmente baixo, comparado ao número de ataques.

Pesquisadores da Universidade da Nova Gales do Sul, Austrália, estudaram a força da mordida do tubarão-branco e acreditam que a capacidade da espécie para fazer estrago baseia-se mais em dentes agudos e abundantes, do que na força das mandíbulas [fonte: Live Science].

Um dado interessante é que, apesar de toda sua força destrutiva, os dentes de tubarão caem facilmente. Os tubarões não têm ossos em seus corpos (as estruturas de apoio são feitas de cartilagem), de modo que seus dentes não estão presos nas mandíbulas com a mesma firmeza dos dentes humanos. Embora os dentes de tubarões se quebrem facilmente, eles voltam a crescer. Os tubarões-limão conseguem repor um dente perdido em cerca de oito dias [fonte: Sea World]. Essa é mais uma razão para a reputação do tubarão como o mais temível predador na Terra mesmo que eles não mordam tão forte quanto imaginávamos.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Equidna e Ornitorrinco! Mamiferos?

EQUIDNA: Mamífero que bota ovos? Como assim?

Hoje você vai tentar entender que nem tudo que aprendemos sobre as classes de animais pode ser seguido ao pé da letra, por exemplo: O que é um mamífero para você? Qual a principal característica de uma ave? Como nascem os filhotes dos répteis? Conheça as EQUIDNAS, animais muito estranhos, que apresentam uma mistura confusa de características de mamífero, ave e réptil. APROVEITE!
Os equidnas são Monotremados (só possuem uma única abertura para todas as excreções) vive nas regiões da Nova Guiné e Austrália. O mais interessante nesse simpático bichinho é que vinte dias após a fecundação, os filhotes nascem de ovos depositados na bolsa formada por uma “prega” de pele no abdômen. Após cerca de 10 dias, os ovos chocam e os “bebês equidna” alimentam-se de leite materno, que sugam através dos poros da mamãe. Ao contrário dos outros mamíferos, as fêmeas do equidna não têm mamilos definidos. Eles ainda permanecem na bolsa durante mais 2 meses até que nasçam os espinhos.
Ele é todo charmoso e tem muita personalidade, assemelha-se exteriormente a um ouriço, com o corpo coberto de espinhos e pelagem crespa que servem como proteção. Os adultos têm um focinho alongado característico, do qual ele puxa as suas presas, e uma boca pequena sem dentes; em compensação, esses bichinhos espinhosos têm uma língua comprida e pegajosa, com a qual apanham as formigas e minhocas que são a sua principal fonte de alimento.
O equidna é um animal solitário e de hábitos noturnos. E eles não são nem um pouquinho bobos, pois quando se sentem em perigo, enrolam-se sobre si próprios para proteger a barriga com a parte espinhosa e podem também escavar um buraco com rapidez, conseguindo enterrar-se totalmente em pouco tempo. E vou te contar uma coisa: É difícil pegar esse bichinho quando ele tá assustado!
MAIS CURIOSIDADES SOBRE EQUIDNAS:
* O equidna está no verso da moeda de 5 cents da Austrália.
* Há um equidna na série de jogos Sonic the Hedgehog, chamado Knuckles, com pele vermelha, espinhos nas mãos.

Fonte Diário de Biologia.

Ornitorrinco: que bicho esquisito é esse?

No século XIX, o ornitorrinco quase foi extinto, pois sua pele, muito densa, era utilizada na confecção de casacos. Hoje, ele está na lista dos animais prote­gidos. Os que sobraram vivem na Oceania (Tasmânia e leste da Austrália). Os ornitorrincos são animais difíceis de obser­var, pois se escondem em túneis na beira dos rios e só são ativos no início do dia e ao anoitecer. São mamíferos e, portanto, possuem pêlos e glândulas mamarias. Como as glândulas são desprovidas de mamilos, o leite é expelido na pele e os filhotes o lambem nos tufos de pêlos. Eles botam ovos! Recentemente os cientistas descobriram que seu principal órgão do sentido é o bico de superfície mole. Nele há tanto receptores para o tato quanto receptores de campos elétricos mais desenvolvidos que os dos peixes e tubarões.



sábado, 25 de abril de 2009

O peixe mais antigo

Em 1938, quando um espécime vivo foi capturado por uma rede de pesca na África do Sul, caiu por terra a crença de que o celacanto estivesse extinto há 65 milhões de anos. Desde então, populações sobreviventes foram encontradas no oceano Índico ocidental e recentemente descobriu-se uma segunda espécie (Latimeria menadoensis) na Indonésia.
Diferindo muito pouco dos seus ancestrais, os celacantos vivos têm até 2 metros de comprimento e 7 nadadeiras lobuladas - semelhantes a barbatanas. Eles são os parentes distantes do primeiro vertebrado a caminhar sobre a Terra, há mais ou menos 350 milhões de anos. Ninguém jamais viu um celacanto vivo na superfície, pois esses peixes vivem numa profundidade de 100 metros, onde a água é fria e bem oxigenada, e morrem na superfície morna, onde há menos oxigênio dissolvido.




O período de gestação de um celacanto é de mais ou menos 13 meses, depois da qual são postos 26 ovos de até 350 gramas cada um, os maiores ovos de peixes que se conhece. Aparentemente, o celacanto também possui um órgão eletrosensor no focinho, talvez para ajuda-lo a caçar no escuro. Atualmente, os biólogos estão utilizando técnicas especiais de mergulho para tentar descobrir algo mais a respeito da vida social deste misterioso fóssil vivo.
Fonte: Natureza Radical, Mark Carwardine, 2007

domingo, 19 de abril de 2009

Como os daltônicos vêem o mundo

O daltonismo é um distúrbio de visão recessiva ligada ao X caracterizado pela incapacidade de distinguir determinadas tonalidades de cores. Nos seres humanos a percepção de cores é medida por proteínas que absorvem luz nas células cones especializadas da retina do olho. O daltonismo pode ser causada por anormalidades em qualquer uma destas proteínas.

Por se tratar de uma característica recessiva ligada ao X sua incidência maior é em homens já que estes necessitam de apenas uma cópia do alelo para expressar a característica. Em mulheres para que as mesmas expressem a característica são necessária duas cópias do alelo. Dessa forma, uma mulher daltônica necessariamente deve possuir genótipo homozigótico recessivo XdXd. A heterozigose XDXd ou XdXD não condiciona a manifestação da anomalia nas mulheres, mas indica que essa é portadora e pode transmitir a característica em questão aos descendentes (independentemente de ser do sexo feminino ou masculino). Saber como os daltônicos enxergam sempre foi o interesse de muita gente, o site Idea se propôs a descobrir exatamente isto. No site são mostrados diferentes imagens em que você escolhe o tipo de daltonismo. Sim exato! Existem diferentes variáveis da doença, desde daltônicos que são incapazes de distinguir determinadas tonalidades de cores p. ex. verde e vermelho até os que enxergam o mundo completamente em preto e branco (um caso raro, é claro).


Diagrama utilizado para identificar daltônicos.Eles não distinguem o nº 7.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Mistério do Peixe Com Cabeça Transparente

A

Macropinna microstoma, popularmente conhecido como Barreleye (nome popular internacional), é um peixe descoberto em 1939 e que possui a cabeça coberta por uma carapaça transparente e cheia de líquido. Como se não bastasse essa característica bizarra, também possui olhos tubulares, que até há pouco tempo, acreditava-se que eram fixos. Recentemente, cientistas do Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI) provaram que essa teoria estava errada: na realidade, esse estranho peixe pode rotacionar seus olhos de uma visão superior, através da cabeça, para uma visão frontal e vice-versa. Isso faz com que ele consiga localizar animais nadando acima dele com muita facilidade, utilizando duas “lentes” verdes naturais mostradas na foto acima, e então utilizar sua visão frontal para se alimentar. Veja o vídeo (disponível em alta resolução) do peixe nadando na PopSci.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Se os peixes são vertebrados, por que eles têm espinhas e não ossos como outros bichos?

Boa pergunta! Na verdades as espinhas, são ossos finos e pontiagudos que compõem o esqueleto de boa parte das espécies de peixes. Assim como os ossos dos mamíferos, as espinhas (ou os espinhos) dos peixes são compostas, basicamente, de carbonato de cálcio. E essa regra vale para espécies de água doce e salgada, como sardinha, carpa e tilápia, da classe Osteichthyes (que os chamados peixes ósseos).

Bem, no caso dos tubarões e raias, da classe Chondrichthyes, o esqueleto é de cartilagem (um material formado por fibras de colágeno e revestido com pericôndrio,que é um tecido que o torna mais rígido). O esqueleto dos peixes ósseos tem três estruturas principais: crânio articulado, com maxila e mandíbula, coluna vertebral e raios que sustentam e dão forma às nadadeiras. Assim, os peixes são SIM formados por ossos, só que esses são como espinhos!

As espinhas dos peixes são osso finos!


Tubarões e raias são cartilaginosos!


Fonte: Revista Mundo estranho, Wikipedia, Livro Vertebrados POUGH